terça-feira, 30 de setembro de 2025

Reflexão de 30/09/2025: O que já deixou de ser teoria

Várias vezes nesses tempos de internet, me deparei com a "Teoria das Janelas Quebradas". É possível até afirmar que sim, é um fato, já deixou de ser teoria. Para quem não sabe, ela sua Ita que uma pequena desordem que se sustenta, tende a crescer pela ação de terceiros. Uma casa abandonada com janelas quebradas, tende a receber mais e mais pedras, até nas janelas sãs.

Num mundo de comodidade cada vez mais presente, o descuido é quase uma regra. Quando passei a morar sozinho, vi a dificuldade que reside em cuidar de um lar. Tanto os consertos a se fazer (a casa ficou na mão de inquilinos por quase 20 anos), como pelo serviço diário de limpeza e asseio. A frente da casa estava com as paredes sujas de barro, marcas de brincadeiras infantis. Tive de lavar as paredes e em breve, desejo repintá-las, para apagar todos os resquícios desse descuido.

E por essa introdução, reflito outra vez sobre as pessoas que estamos criando para o mundo. Há janelas quebradas em cada relacionamento. Algumas com buracos enormes, vidros pontiagudos e perigo constante. Outras aparentam solidez, mas no canto superior, há um vespeiro pronto para ser importunado. Relegamos aos aplicativos, joguinhos, entretenimento dirigido, a tarefa de distrair nossos filhos, substituindo a presença, o carinho, o envolvimento. Vamos nos tornando estranhos.

O mais engraçado é perceber que isso ocorreu (sim, já foi. Estamos no prejuízo, administrando danos), porque nós fazemos um mundo que exige constância, exige presença, exige agilidade em prol do comodismo. Não sabemos como desacelerar ao mesmo tempo que estamos cegos para o óbvio: os controles estão em nossas mãos.

Algo como ver a janela quebrada e no lugar de ir até lá, improvisar um remendo ou mesmo trocar o vidro, permanecemos com as pedras nas mãos. A direção do mundo está a nossa frente, os pedais e o volante, e continuamos acelerando, trocando marchas, sem nos dar conta disso. E os afetos, a ideia de Saint-Exupéry de tornar-se responsável pelo que se cativa, acaba ficando cada vez mais fora de moda. Pense sobre suas janelas. Pare o carro e veja o mundo ao seu redor. Venha ver o Sol.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Reflexão de hoje: "Falsos Líderes e Suas Fórmulas Mágicas"

É surpreendente a quantidade de pessoas que citam o passado como exemplo para ajustar a rota no presente. Eu faço isso várias vezes, com saudosismo pelo que vi funcionando, usufruí e não vejo mais em canto nenhum. Vejo figuras históricas sendo exaltadas por seus feitos e quem conta, propõe a mesma dinâmica, a mesma atitude, a mesma vontade de fazer. Mas, os tempos são outros.
Gurus na internet propõem soluções miraculosas para isso e aquilo, mas as pessoas que "consomem esse conteúdo", não se dão conta de que o Guru não está em risco. É fácil perguntar: "se você tem a fórmula para fazer dinheiro e diz que é 100% confiável, por que você a vende?" É lógico pensar que o Guru já fez isso e não precisa de nenhuma contrapartida (é o que se espera, ao menos).
Um alemão salvou crianças judias na guerra, e o exemplo dele serve para você sair por aí, auxiliando as pessoas, certo? Não pense que foi fácil para ele. Toda a angústia e o desespero, todos os grandes problemas, todo o sofrimento, tornam-se meras palavras quando um fato vira história. O medo de ser bom, de fazer o bem, está entranhado em nossa carne, tal e qual a vitamina D do Sol. Uns são mais morenos. Isso aconteceu porque a desconfiança passou a ser uma marca de humanidade. Os recursos ficaram escassos e sobreviver está mais difícil por conta de gurus que vendem fórmulas mágicas, mas não se arriscam a pôr o pé na estrada e praticar o bem. Um lobo alfa segue a alcateia, protegendo-a pelas costas. Liderar é indicar o caminho e seguir junto. As pessoas precisam ser orientadas, ser salvas, ser ajudadas e ensinadas a trilhar o caminho do bem. Porém, um líder deve seguir junto delas, trabalhando tanto quanto elas.

#consciencia #cultura #cotidiano #uniao #vida #empatia #Ipaussu #maistarderock #teatro #rockandroll

Reflexão do dia: 28/09/2025 - Domingo - "Ponha-se no Seu Lugar!"

O tempo certo das coisas é um componente da vida da gente que se presta a ensinar a paciência e a atenção. E a empatia também. Passear com o cachorro pela manhã, e aguardar paciente que ele escolha o local de suas necessidades é um exercício de empatia, embora não pareça. Cães se orientam no mundo pelo faro. Por maiores que sejam os avanços na medicina e na recuperação de lesões nos sentidos humanos, há uma diferença natural que nos separa desse "universo do olfato". Note que, um ser humano desprovido da visão, usa muito mais o tato e a audição para compensar sua deficiência. Não somos predadores: somos essencialmente coletores. Nosso cérebro se desenvolveu de uma forma a adaptação máxima a fatores externos, fora do nosso controle.

Voltando ao tema, se não temos noção do que é o "universo do olfato", como podemos exigir algo do nosso amigo de 4 patas? Sim, alguns são treinados para certos horários e lugares específicos. Mas nós humanos, estamos sempre impacientes e treiná-lo para isso, é confortável para nós, não para ele. Daí a junção de exercício de paciência e empatia. 

Como hoje é domingo e é dia de alegria, peço perdão a você que leu até aqui e embarcou na minha reflexão maluca. Afinal, como um cara pode extrair lições de paciência e empatia do ato de levar o cachorro para fazer o n.º 2? Doideira isso, não? Se te fiz rir, deixe um emoji nós comentários. Quem sabe essas minhas reflexões não sejam um caminho para espalhar boas energias, reforçando o BEM com detalhes do inusitado?

Reflexão do dia: 27/09/2025 - Sábado - "Nossas Urgências Fúteis"

Conversando com um amigo, ontem, ouvi dele a reflexão de que "se o Brasil for para uma guerra, é bom que vá já, pois os jovens de hoje são sensíveis demais e podem não ter o brio suficiente para lutar." Falhamos em educar nosso povo, essa é a verdade. Temos um Patrono da Educação completamente incompreendido e culpado pelo estado das coisas por alguns. Porém, EU entendo que houve um desvirtuar de ideias, uma distorção em prol de uma classe que se perpetua no poder e precisa ser extirpada. Ao invés de criar o "dialogar", houve a imposição de ideias pré-concebidas e criou-se um assistencialismo mental que se "engata" em todo "trem de modismo" que a civilização propõe. A música é um exemplo. Lembro-me de meu período do "querer ser músico", quando a ideia era ser Renato Russo e escrever grandes letras. Com o conhecimento sobre a pessoa, soube que muito do que cantava era lido em algum lugar, e retornei à leitura e à busca do conhecimento. Hoje, busca-se um refrão e soma-se uma estrofe e pronto: sucesso efêmero. Se sua voz for horrível, aprenda a se apresentar com playback. "No estúdio, corrigimos e editamos tudo" - é o que os produtores dizem.

Os jovens que se esforçam em fazer um pouco além do normal, se destacam. É curioso até. Se você dá vazão a criatividade de seus filhos, cria-se um vínculo poderoso, que consegue produzir pequenos avanços significativos, que funcionam como um efeito dominó na cabeça deles. O desespero da proteção e a falta de atenção às crias, forjou a geração "z", um grande bando facilmente manipulável. Protegemos os filhos das descobertas da infância. Há jovens que nunca se aventuraram a escalar uma árvore e comer fruta do pé. Enfiamos um celular com aplicativos desenvolvidos especialmente para entreter bebês, pois temos de cuidar da vida corrida e urgente, que nos adoece cada vez mais. Essa independência, forçada, cria monstros que as professoras não conseguem domar, numa função que não é a delas: educar. Professores devem ensinar, mas educação vem de berço.

Nas fileiras de um exército, o grito de "sentido" do sargento, poderá provocar o choro nos filhos que nós estamos gerando com nossas atitudes, nosso modo de tocar a vida, nossas urgências fúteis. Sim, ficaremos bem "sentidos" no final, ao sermos abandonados em asilos e afins.

Reflexão do dia: 26/09/2025 - Sexta-feira "Cadê Sua Bondade?"

Cruzei duas pessoas pedindo comida na rua, maltrapilhas e sem banho. Na cidade, nesta sexta-feira, 26 de setembro de 2025, havia dois veículos cuidando da castração de animais de estimação. Uma van e um ônibus. Veículos caros, que não resolveriam o problema da fome desses dois homens, claro, se vendidos fossem. Comprariam muita comida, mas isso um dia iria acabar. Não dá para castrar a fome. Há casinhas de cachorros em alguns lugares da cidade e há gente brigando de verdade pelo direito dos animais de estimação. Nunca ouvi falar em humanos de estimação. Não para serem presos a correias e defecar na grama do jardim, ou nos dar carinho, ou nos ensinar sobre amor. Preferimos aprender o amor com gatos e cachorros. Não temos empatia por sermos canalhas, todos nós. Eu escrevo isso, porque a ficha caiu e vi uma pessoa muito ruim no espelho. Sozinho, no silencioso refúgio que me cabe, refleti hoje tardiamente, postando esse texto completamente diferente do ânimo que me atingiu ao sair da cama. Não sei se o vento de Ipaussu dará uma trégua até esses dois homens encontrarem um refúgio. Não sei se são dois vagabundos que não gostam mesmo de trabalhar e, por isso, merecem colher o que plantaram. Só sei que o ser humano é muito FDP e prefere uma lambida do cachorro ao invés de um abraço. Digo isso, porque é isso o que acontece comigo. E, se estou refletindo sobre isso, peço perdão à Grande Mãe Natureza por negar suas bençãos e suas lições. A união faz a força, a bondade é um bumerangue e nós, humanos, somos todos um grande bando de inconsequentes. 

Reflexão do dia: 25/09/2025 - "Seja Paciente com o Banal da Vida"

Jung escreveu "enfrentar a vida cotidiana com todas as suas exigências banais, com humildade, sem visar glórias, sem heroísmo: esse seria a missão suprema do ser humano, invisível ao próximo." Foi mais ou menos isso, se bem me lembro. Há dias em que, ao colocar a cabeça no travesseiro e avaliar nosso progresso, compreendemos que nossos esforços foram suficientes apenas para o preparo do próximo passo, e não realmente este, ainda. A palavra "banal" é a pintura definitiva. Porém, não devemos nos bastar. Não devemos alimentar a crença de que foi um "feriado de meio de semana" e que ficamos estagnados. Não. Talvez, uma mísera frase, uma conversa trivial, um simples estar em tal hora e em tal local, foi suficiente para o avanço rumo aos seus sonhos. Há uma suscetibilidade na humanidade em que é preciso crer, muito mais do que nos deuses. Sua participação como coadjuvante é importante também. Daí vem a necessidade de atenção a si, a construção de sua racionalidade, de seu trato político consigo e com seus semelhantes. Às vezes, o protagonismo será o seu papel na vida e muitos coadjuvantes irão decorar o cenário de seus sonhos. A reciprocidade terá de acontecer em muitos momentos. Ser coadjuvante na história dos outros é tão ou mais importante do que ser o grande herói do dia.

Pense com cuidado naquele dia que você entendeu como "parado, comum, banal". Há algo ou alguém que precisou disso, desse seu desempenho banal, para algo importante na vida dele/dela. E hoje, isso pode acontecer novamente ou talvez os papéis se invertam. É preciso crer que há propósito em tudo. Essa crença é importante para o todo, para o coletivo funcionar. É importante para a vida. É algo como crer que nada aconteceu por acaso e que Deus escreve certo por linhas tortas. Insista. A semente tem o tempo certo.

Reflexão do dia: 24/09/2025 - Quarta-feira - "O Fluxo da Besta Que Você Escolheu Seguir"

O contraditório ajuda você a ponderar sobre sua verdade e optar pelo consenso e o bom senso. Pessoas, hoje, fazem questão de evitar o contraditório, a narrativa sobre um fato que não acompanha sua tribo. O senso de "flow" é maior do que a busca pelo consenso. Deixamos de fazer política, na sua essência. O que é a política? Segundo o site Brasil Escola, política é: "segundo o filósofo grego Aristóteles, a ciência que tem por objetivo a felicidade humana e divide-se em ética (que se preocupa com a felicidade individual do homem na Cidade-Estado, ou pólis), e na política propriamente dita (que se preocupa com a felicidade coletiva). A política situa-se no âmbito das ciências práticas, ou seja, as ciências que buscam conhecimento como meio para a ação."

Buscar conhecimento como meio para a ação. Hoje, as pessoas seguem líderes risíveis. O presidente é um manipulador exímio, pois professa a máxima de que uma mentira, dita à exaustão, torna-se verdade. Em seus primeiros mandatos, aparelhou o judiciário de tal modo, que é impossível distinguir a justiça da perseguição. O ex é um fantoche, caído de paraquedas numa floresta adormecida, com uma motosserra de tanque cheio. Quando os cortes fizeram barulho demais, as eminências pardas se ergueram e o soterraram. O país se dividiu em apoios: ou a besta, ou a besta. Seguem todo o fluxo, cooptados pelo algoritmo. Até mesmo o "quarto poder" é ignóbil. Impossível de confiar.

Por isso, convido você a pensar: fazer política é buscar a felicidade individual e coletiva. Não com pão e circo, como esses populistas, mas com conhecimento, com a busca da verdade com a soma de pontos de vista. Não rejeite uma opinião. Pondere. Use esses bilhões de neurônios do seu cérebro para raciocinar sobre pontos de vista divergentes. Nunca se negue a aprender, a inovar, a fazer de uma tentativa, o ganho de experiência para a próxima tentativa. Não dê as costas a possibilidades, antes de saber o que tem a ganhar com elas. Conhecimento não ocupa espaço. Liberte-se do fluxo. Free to Flow pode ser Fast Forward. Acelere-se!!

Reflexão do dia: 23/09/2025 - Terça-feira - "Você Não É Insubstituível, Bro!"

O estalar de dedos, com as joias do universo em seu poder, é uma cena que se tornou icônica a ponto de ser recortada e compartilhada em versões muito inusitadas e surpreendentes até. Esse estalar de dedos, na mão de algumas pessoas em sua vida, pode tirar o seu chão e transformar sua vida em uma tempestade. A realidade de um empreendedor, por exemplo. Alguém no "chão de fábrica" não tem a menor ideia do que se passa atrás da porta do escritório, aquela com o aviso de "somente pessoas autorizadas". Ouço coisas de empreendedores aqui na cidade que desmotivariam qualquer um. Participar do processo de construção da solidez de uma empresa, não garante cadeira cativa. É preciso manter a humildade de saber qual é o seu lugar, sempre! Propor, quando o momento se apresenta, não quando se bem entende. A humildade sincera é uma benção que poucos dão valor. Não nos outros, mas em si. Reconhecer que é melhor estar atento aos seus limites, não temendo ultrapassá-los e sim respeitando-os. Por vezes nos deixamos levar pelo entusiasmo e isso pode não ser compreendido pelas pessoas como sinergia, mas sim como prepotência. Por isso, seja único, seja disciplinado, educado, dedicado, disponha-se e quando o momento permitir opine. Acima disso, instrua-se, eduque-se, policie-se, conheça-te para doar o melhor de si para as pessoas. Uma empresa não pode e não é, nunca, sua mãe.

A melhor analogia, seria uma professora. Você precisa conquistar a admiração com valores, preparo e dedicação. Se um coletivo é dedicado, disciplinado e constantemente se adapta, as joias de Thanos não poderão dissolver sua história. Por isso, seja o Homem de Ferro, mas saiba que seu coração deve se manter energizado de coisas boas e humildade.

Reflexão do dia: 22/09/2025 - Terça-feira "Mr. Saul Leiter e As Imagens do Dia"

Saul Leiter é o homem da foto e essa era sua arte: fotografar o mundo que vê pela janela. Para ele, as cores falavam. O vermelho era o calor, o amor, o acolhimento. O azul, a melancolia, o marasmo. E o amarelo era o grito de felicidade. O amarelo é a cor escolhida pelo status quo para celebrar a necessidade de cuidar da saúde mental. Setembro Amarelo. Para um homem que se fez solitário como discípulo de Schopenhauer na ânsia de entender-se, e tem a sombra do Alzheimer como um manifestante logo ali, do outro lado da rua, empunhando um cartaz onde se lê: "é hereditário e vou te pegar!"; Setembro Amarelo é pouco. O sinal de atenção no trânsito é também de atenção na vida. E ler a respeito desse homem que subverteu o sentido das cores a uma ótica particular, onde declara que o amarelo é a alegria, me traz a refletir sobre nossa necessidade de insistir em viver. Somos a espécie mais resiliente da natureza. Nos adaptamos as adversidades com espantosa habilidade, proveniente desse cérebro avantajado e, por conseguinte, consciente de si. É extremamente necessário que capturamos isso em essência: sejamos ATENTOS em nos mantermos FELIZES. Sim, é uma loucura do meu raciocínio, mas procede. Basta você se lembrar das coisas óbvias, que povoam as redes, como o preceito que diz para termos a teimosia de um bisão, enfrentando a tempestade de frente, para ver onde ela se acaba, ali adiante. O otimismo dos ingênuos, ao insistir em ver o copo sempre meio cheio. A esperança dos puros de coração que creem em dias melhores, mesmo vendo o fogo subindo o morro.

Porque a felicidade é um grande maná. Um perfume a ser esfregado na alma para impregná-la de energia, fazendo-a pulsar e acarinhar o mundo ao redor. O seu mundo. Os felizes não têm tempo para a mágoa, o rancor, a tristeza. Só há tempo para o amor desprendido e solidário. Alegrar-se é estar sempre atendendo o senso básico de viver em harmonia. É cuidar-se contra a perda de si. Beto Guedes canta: "quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos". Eu, subverto a letra de Tim Maia para completar/responder ao poeta: "É primavera ... SE AME!" Cuidem-se, alegrem-se, amarelem-se.

Reflexão do dia: 21/09/2025 - Domingo - "Preste Atenção ao Seu Redor"

"Dê importância a tudo", disse Stephen King, meu Mestre de Escrita: "você nunca sabe de onde poderá sair uma grande história." Quando você alimenta sua imaginação com elementos diversos, quando você alia sua cultura, seu conhecimento, ao que se passa ao seu redor no dia a dia, é improvável que seu cérebro não iniciei o processo de raciocínio que leva a mais conhecimento e mais cultura. É natural. A cultura aqui é o ser culto, versar sobre todo assunto, ainda que por ouvir dizer sobre. Por exemplo, não posso lhe explicar muita coisa sobre o Atlas I-3, mas sei do que se trata. Não posso lhe contar tudo sobre o Conselho de Niceia, mas sei do que se trata. Sobre minha criação literária, posso esmiuçar cada detalhe. Sobre alguns livros do Mestre, também.

Basicamente, hoje quero lhe convidar a refletir sobre a atenção. Empreendo uma luta diária para manter meus ouvidos atentos ao que falam as pessoas. Não por necessidade de fofocar, mas para adquirir confiança e apreço dessas pessoas. Imagine um clube. Você é o clube. Para uma associação, é necessário atitudes da parte do clube e da parte do sócio, certo? Nesse meu exemplo, é o mesmo: se você ouvir com atenção, mesmo as coisas mais banais, a confiança se estabelece e cria-se uma associação. Quanto mais "associados" maior é o seu grupo, a sua tribo, a sua gente. Políticos usam isso. Alguns com extrema falsidade, infelizmente. Pois não há o componente da atenção e sim, a dualidade, a personificação do ouvinte. Ouvir, no caso específico, não basta. É preciso ouvir, argumentar e propor um meio de concordância, um "bom para todo mundo".

Não nego que, ao me dedicar a ouvir com atenção, esteja fazendo papel de bandido: ouço e pouco posso fazer, além de digerir a informação para agregar conhecimento e aumentar o "meu clube" e o "clube" de quem fala comigo. Mas, como disse: quanto maior o clube, mais forte ele é. E então, volto para a tecla que tenho batido quase todo dia nesses textos: a união faz a força. Bom domingo!

Reflexão do dia: 20/09/2025 - "O Milagre Nosso de Cada Dia"


"Milagre não é só o que Deus faz para nós, mas também o que Ele nos chama a realizar e nos proporciona realizar através das nossas escolhas, do trabalho duro, da confiança e do amor ao próximo." É uma frase do pastor e vereador paulistano Carlos Bezerra Jr. (quase isso, eu adaptei um pouco) que vem postando seus vídeos no Instagram com mensagens que encontram ecos em minha mente. Quando uma ação sua encontra ecos e isso lhe emociona, entendo como um milagre. Estar fazendo algo 'inovador' (não é novidade, mas ninguém estava fazendo desse jeito que fazemos agora) é um dos motivos para acreditar em milagres. Da mesma maneira que me comprometo em guiar jovens para algo diferente e produtivo, vou colhendo respostas, colhendo atenção, colhendo sorrisos. Minha voz está encontrando ecos nas mentes de várias pessoas e isso exige muita prudência de minha parte. Não para 'pisar com cuidado', pois faço as coisas sempre frisando que estamos todos no mesmo barco e precisamos todos ser remador e comandante ao mesmo tempo. Prudência para manter a chama acesa, o interesse em alta nas mentes mais jovens, a atitude positiva contra adversidades que possam surgir no caminho. E esse caminho leva onde? Exatamente onde, ainda não sabemos, mas a meta é parar às vezes e olhar para trás com um sorriso nos olhos ao pensar: "é, diziam que era impossível", e no instante seguinte, continuar a remar à frente! Vamos juntos?

Apoie a Iniciativa Pró-Cultura Ipaussu. Grandes coisas estão no caminho, tenha certeza disso. 

Reflexão do dia: 19/09/2025 - Sexta-feira - "Como Você Usa Seu Cérebro?"


A literatura é como um fósforo aceso em meio a floresta, numa noite sem luar. Não ilumina muita coisa, mas nos faz entender a escuridão que nos rodeia. É uma frase 'batida' que se vê em vários posts por aí. Outra que gosto, é do eterno Lemmy Kilmister, do Motörhead: "as pessoas não leem mais. Ler ativa a imaginação. Se você vê a história em um filme, você está usando a imaginação dos outros."

Não há maneiras de se destacar com a literatura, a não ser que você conte com o interesse de seus possíveis leitores. Países do norte leem mais, tem um povo mais culto e democracias mais coerentes. Por isso as grandes editoras preferem investir em lançar nomes já consagrados lá fora. Por aqui, há poucos autores que se destacam. Fulano é premiado aqui e ganha notoriedade por três ou quatro dias. No entanto, apesar de eu começar a reflexão falando de Literatura, o assunto tem a ver com a segunda frase, a do líder do Motörhead.

Ver as coisas pelos próprios olhos está ficando mais raro. "Vai por mim" está virando regra. O problema é que quem diz isso não tem conhecimento suficiente para entender-se como um orientador. É mágico o sentimento de importância que invade minha mente, quando os adolescentes do Grupo de Teatro me chamam de 'professor'. Por quê? Bom, tenho ciência que não sou em nada diferente deles: sou aluno também. Porém, ao me propor a transmitir o conhecimento que tenho, convido-os/as a buscar mais conhecimento comigo. Pois não há conhecimento que baste. A ideia é influenciar pelo exemplo.

No mundo de hoje, as pessoas se deixam influenciar por pessoas com traquejo nas redes, com criações por vezes fúteis demais. Vejam o caso do 'morango do amor'. Um morango envolvido em brigadeiro branco com cobertura de açúcar cristalizado. Isso se vê quase desde minha infância! É um doce caro, pois o morango é uma fruta extremamente perecível, a colheita é visando muito mais o lucro do que o consumidor e é altamente poluente por conta da embalagem e dos frutos descartados de forma indevida. Mas a partir do momento em que alguns influenciadores disseram 'que era IN, UP, e um MUST', virou febre. No mundo de hoje, as pessoas são movidas como gado atrás da moda. Por isso, até a polarização se justifica. Cada um tem o influencer que merece? Bom, gosto é coisa pessoal, cada um tem o seu. Mal, mas seu.

Pense em quem te influencia e veja como sua inteligência tem sido afetada, como seu cérebro tem sido iludido por promessas vãs. Quando ponderar sobre isso, organize seu tempo e use sua imaginação: leia, ouça músicas por inteiro e de vários estilos. Informe-se. Conhecimento não ocupa espaço. É coisa da 4ª dimensão: o tempo!

Imagem gerada com IA Gemini

Reflexão do dia: 17/09/2025 - Quarta-feira - "A Vibe Certa"

A "vibe" e o "tá ligado" são gírias que escondem um preceito que deveria nortear nossos comportamentos. Essa conclusão veio a mente desse esfarrapado escritor, ao ler (sim, continuo seguindo os conselhos dos grandes mestres: leia muito e leia sempre) a respeito de um experimento científico. Todos já devem ter visto vídeos a esse respeito. Uma porção de areia sobre uma placa de metal, recebe uma tensão e vibra em um tom da escala musical. A areia se espalha em padrões que lembram fractais.

A reflexão aqui é puxar pela lembrança: as explicações mais aceitas na ciência para partículas elementares da matéria são os quarks. A física teórica ensinada nas escolas, dita que, se pegarmos um grão de pó de café e o dividirmos várias vezes, chegaremos ao átomo, mas ainda não é a partícula indivisível. Há prótons, elétrons e nêutrons dentro dele. E do mesmo modo, não são indivisíveis. Aqui entramos na física teórica e há partículas ainda menores que vêm sendo confirmadas nos aceleradores e laboratórios do mundo. E aceita-se, por enquanto, a entender o mundo pela teoria das cordas. Pequeníssimos filamentos de sabe-se lá o quê (provavelmente energia), que "vibram" em certa frequência para gerar matéria.

Em resumo, para alguns físicos teóricos, somos formados de vibração e não de partículas sólidas. A música é que nos comanda, no grosso modo de pensar. Isso é mágico como a vida. Vamos nos nortear por isso, então, pensei eu. Quando uma pessoa está feliz, de bem com a vida, numa boa "vibe", tudo ao seu redor parece lhe ser benéfico, não é? Um dia ruim pode ser simplesmente a falta de sincronia com a vibração correta. Perceba uma constante: o ânimo das pessoas muda com a mudança nos ventos. O frio desestimula alguns. Para outros, é o calor. E se as pessoas compartilham essa "vibe" de desânimo, quem chegou agora fica fora de sintonia com os demais. "Você não tá ligado". É a ideia geral. O contrário também acontece. Alguns não embarcam nas boas vibrações ao seu redor.

Estar "funcionando em 220" ou "pegando dois canais", pode não ser plenamente compreendido pelas pessoas ao seu redor e o taxarão de doido.  Há tantos outros detalhes em nossa vida que se encaixam na teoria de "que tudo pode ser apenas vibrações", não? É surpreendente como não atentamos para isso. Realinhar os chacras, o canto gregoriano que te eleva o espírito, a sincronia de vozes naquela canção no meio do show e como isso faz com que a alegria se espalhe. E então, como todos os meus últimos textos, chegamos no ponto de compreender que, basicamente, temos de vibrar sempre em positivo, para espalhar o BEM e trazer todos para a mesma sintonia. Tá ligado?

Reflexão do dia: 16/09/2025 - Terça-feira - "A Realidade de Cada Um"

Ontem, ao atender os apelos escravizantes das notificações da rede social, conferi uma postagem que disparou uma reflexão sobre a realidade. Um instante depois, fui obrigado a abandoná-la, pois o trabalho me exigiu atenção. Quando tentei voltar a tal postagem para retomar o fio do pensamento, o algoritmo escondeu-a. Um físico teórico propôs algo como se observar dois momentos: você está agora em sua casa, sentado à mesa, escrevendo uma carta para mim, por exemplo. Aquele momento, aquela ação, é a realidade para você. Solitário e concentrado, nada do que acontece além do seu alcance de visão e audição é parte da sua realidade. Idem para qualquer outra pessoa, inclusive eu, destinatário da tal carta. Vivemos a ilusão de habitar uma realidade macro, mas vivemos uma realidade própria. Enfiar os olhos e toda a sua atenção numa tela, acaba por reduzir a sua realidade, o tamanho do seu universo.

Entender que a realidade de cada um é estritamente particular, leva a pensar em outros conceitos, como liberdade e comunhão, para citar apenas dois. O que seria a liberdade nessa visão de realidade? Uma prisão. Lembro-me de um corte em uma entrevista de Elke Maravilha, onde cita que um interno de hospital psiquiátrico, detido atrás das grades da solitária, disse a ela: "eu também estou lhe vendo atrás de grades". A perspectiva. Invadir a sua liberdade é, de certo modo, coexistir na sua realidade. E essa coexistência pode e deve ser pacífica. O respeito. Quando vigora o respeito, a comunhão se faz e sua realidade se expande. Parece óbvio, mas não nos damos conta disso, desligados como somos da realidade dos outros.

O físico teórico Erwin Schrödinger propôs a interpretação da mecânica quântica com o paradoxo do famoso "Gato de Schrödinger", onde há um gato encerrado em uma caixa que não podemos dizer estar apenas vivo ou apenas morto, mas numa sobreposição desses dois estados, ao menos até abrirmos a caixa. É justamente essa reflexão: a realidade não é conhecida enquanto não fazemos parte dela.

No mundo de hoje, vê-se muita teoria sobre comportamentos e atitudes, posições e discursos. No entanto, não há "participatividade". Por isso, o melhor é calar. A imposição provocada pelos emergentes, através do protecionismo, pode ser uma cruel invasão da liberdade dos outros. Nesse final de semana, por exemplo, tomei conhecimento de um pormenor em relação a medidas restritivas em casos de separação (os assuntos no dia a dia e na boca das pessoas, parecem nos perseguir como o algoritmo das redes sociais). A mulher, independente dos fatos, consegue, por via jurídica, uma medida de restrição contra o ex-marido. Não me importou o motivo da decisão judicial, mas sim saber que se ambos se encontram em um mercado e suas realidades se tocam, a medida restritiva exige que o homem abandone imediatamente o que está fazendo e saia. Não é exagero, é lei! A realidade de um pode ser severamente destruída em sua liberdade, nesse exemplo.

Permaneço insistindo na ideia de que a união faz a força. Não há lados: estamos no mesmo barco e precisamos parar de remar cada um para um lado. Nossas realidades precisam se reconectar se desejamos um futuro mais coeso e inteligente.

Reflexão do dia: 15/09/2025 - Segunda-feira "A Semente da Vida"

Provavelmente, o ser vivo mais surpreendente do planeta não é o Homo sapiens. Um vegetal (qualquer) é, na minha opinião, mais excelente que um animal. A "bailarina" da foto, estava a pouco mais de 40 dias na gôndola do supermercado, aguardando silenciosamente por uma possibilidade. Não era apenas essa semente rugosa que descansa sob a água em um copo de alumínio, mas um fruto colorido e suculento, que me alimentou sem esperanças. Agora, com a possibilidade (e a curiosidade desse escritor) de dizer a que veio, surge a primeira haste que irá virar um tronco poderoso, sustentando uma árvore frondosa que dará outros frutos suculentos e coloridos para outros seres humanos ou animais poderem se alimentar. A maioria dos animais não tem esse poder, de se replicar infinitamente num ambiente propício. Uma semente minúscula, como a cabeça de um alfinete, como a de uva-japonesa, por exemplo. As diminutas favas que contém sementes ainda menores da rúcula que cresce no quintal.

Nos superestimamos como a máquina mais perfeita, o ápice da criação e esquecemos dos vegetais. Seria produtivo descer do pedestal e entender que talvez a natureza não esteja tão interessada assim em nos servir. Talvez o plano seja um pouco além do que estimamos. Pois as sementes vegetais conseguem sobreviver a situações das mais extremas. Vejamos um dente-de-leão. Um sopro do vento leva a semente para qualquer canto do planeta e, quando as condições são favoráveis, pluft! O processo recomeça. Nós, como espécime, só podemos reproduzir em pares de macho e fêmea. Uma semente de Tâmara encontrada em escavações na Judeia, com aproximadamente 2000 anos, germinou. Catástrofes como as que tentamos perpetrar no planeta, não irão destruí-las.

É assombroso ter ciência de um poder como esse, não? Nós não captamos a essência dessa verdade, pois desde o começo da civilização, nos entendemos como o suprassumo da criação. Porém, e se ...

Enquanto isso, sigo com minhas experiências em desenvolver árvores a partir de sementes. Essa mangueira será a sexta árvore, mas há diversas mudas de arbustos, plantas comestíveis, ervas, PANC, etc. E minha admiração pela Mãe Natureza, só faz crescer.

Reflexão do dia: 14/09/2025 - Domingo

O impacto de suas ações no ambiente tem muito mais a ver com o que você faz do que com o que acontece. Parece óbvio, mas é basicamente o mesmo que se repetir a frase de Robert Louis Stevenson: "Cedo ou tarde todos nós nos sentamos para o banquete das consequências."

Quando vinha Ipaussu nos idos de 1996 me encantava com seu Luis Borges atravessando a Washington Luiz de frente ao saudoso Lanchão, para espalhar quirela de milho no calçamento da Praça Doutor Raphael de Souza. Em instantes os pássaros vinham, sem medo, ciscar aos pés dele.

Esse expediente me encantava tanto, que o trouxe para cá, para minha casa, para fazer isso do mesmo modo como ele fazia todo dia pela manhã. Jogo quirela para os pássaros e fico vendo a multidão de pardais se revezando no chão de tijolos. As pombas, canários e bem-te-vis também surgem, mas esses últimos, só assuntam para ver se há algo mais suculento, como as frutas, que às vezes peço no mercado (sim, aquelas julgadas impróprias para o consumo).

Esse expediente, dia desses, atraiu um gato, rajado como Garfield. Fica escondido em meio às folhas de boldo, à espreita. Em contrapartida, atraiu uma pomba que fez ninho, depositou e está chocando dois ovinhos. Ou seja, minha ação de alimentar os passarinhos, diz respeito só a mim. Os pássaros continuariam comendo em algum lugar, com um gato de vigia e também escolhendo lugares para fazer seus ninhos. Em resumo, você está diante de uma oportunidade de agir a cada segundo de sua vida. Sentado aqui no meu sofá, escrevendo no celular esse texto que vou postar daqui a pouco, não tenho ideia se alguém lerá até o final. A ideia é compartilhar uma reflexão e não se importar com a capacidade de alguém refletir sobre o que você refletiu. E volto a citar o BEM. Se nas suas atitudes você pratica o BEM, é provável que ele retorne para você de alguma maneira. Por sua causa. Não pelos outros. Claro que, haverá situações em que sim, os outros lhe farão o bem. E pergunto: seria porque você fez o bem ou o mal a alguém? Não. Porque a atitude não visa retorno. Consequências de seus atos sempre irão existir. Porém, tudo depende da intenção dos seus atos e não das consequências advindas deles. Escolha fazer o BEM e distribuir sorrisos. Não há ganho em fazer o contrário, certo? Afinal, você prefere ser recompensado por fazer o bem, ou o mal?

Reflexão do dia: 13/09/2025 - Sábado

Lembrei-me das manhãs em Sampa, onde por conta da proximidade com o Parque, punha os pés na caminhada ali pelas 5 da manhã, cruzando as ruas do Jardim Paulistano rumo ao Ibirapuera. Um sabiá cantando alto em meio ao vento que sacudia as árvores da FAMI, me ajudou nessa memória doce. Lá como cá, morava relativamente próximo ao escritório (por imposição ou conveniência da empresa) e podia chegar tranquilo no horário, após uma caminhada. O bairro é decorado de amoreiras aqui e ali e os sábias comandam a área, muito mais que pardais e bem-te-vis. Sempre gostei de caminhar e apreciar a paisagem e aqui em Ipaussu não é diferente, apesar das restrições de meu acompanhante nesses últimos anos, o buldogue e sua dificuldade respiratória. Julgo que o interesse pela natureza ao redor, ainda que duramente impactada pela ação humana, é o momento perfeito de se encontrar consigo. Por isso, a frase de Neruda que usei ontem, me chamou a atenção. Não estamos, como ele disse (disse?), indefectivelmente nos encontrando a cada momento? Pois é! Parece que sim.

O principal fator de desequilíbrio, então, creio eu, é a capacidade inata e as doses maciças de abstração que a vida de hoje nos propõe. Não nos concentramos em nós. Somos facilmente envolvidos por abstrações a todo momento. E eis que me surge uma metáfora boa: preferimos as linhas livres, desembaraçadas, correndo ligeiras nos ilhós, do que enfrentar os nós que nos atam ao nosso íntimo. Somos tristes onde a felicidade reina, mas corremos tanto e nos abstraímos tanto, que não percebemos isso. O momento precioso de entender que a única pessoa que irá lhe acompanhar até o final, é você mesmo. A vida que inventamos, com tecnologia e movimento contínuo, nos impõe esse compromisso e aceitamos passivamente. E é de suma importância que você esteja à vontade consigo, para quando a natureza lhe oferecer um tiquinho de beleza, você possa sorrir e sentir-se cativado, ciente de si, e feliz, é claro.

Reflexão do dia: 12/09/2025 - Sexta-feira

"Algum dia, em qualquer parte, em qualquer lugar, indefectivelmente te encontrarás diante de ti mesmo, e essa, somente essa, poderá ser a mais feliz ou a mais amarga de tuas horas." A frase é atribuída a Pablo Neruda, e não ouso afirmar o contrário, pois imprime certo brilho de importância a ela. É engraçado como, atualmente, muitas frases são atribuídas a esse ou aquele personagem histórico para transmitir mais veracidade, transferindo uma "ordem ao caos da vida moderna", não é? Num tempo em que mentiras são repetidas até soar como verdade, não é nenhum Ovo de Colombo perceber isso. O detalhe surge nessa necessidade de se notabilizar por algo que foi dito por alguém sobre uma situação que se está vivendo. Se, por EXEMPLO, brigo com minha filha por contestar minha autoridade diante da adolescência dela. Soa melhor uma frase de Neruda, já que ambos somos leitores costumazes, do que de um personagem que criei em meus contos. Quiçá, daqui a 100 anos, alguém no meio de um discurso, dirá um "como dizia Vladimir Ferrari ..." Não trabalho ou escrevo para isso. No entanto, temos essa necessidade de se afirmar nós ditos dos grandes sábios e pensadores da humanidade.

Eis uma busca de valor imensurável: a autenticidade. Hoje apenas alguns posam com alicerces edificados pelo passado construído a duras penas por esses sábios e pensadores. Sua cultura é baseada em quê, cara pálida? A grande virada de chave da vida de uma pessoa, pode ser um golpe de sorte. Há idiotas suficientes no mundo para conceder notoriedade a um homem ou mulher que consegue descobrir um "pulo do gato" e atrair a atenção nas mídias sociais. Eis então que surge a indomável vida para cobrar essa autenticidade e você vê cair a sua fantasia. O resumo dessa reflexão é compreender que não se faz uma ciência (de consciência, sabedoria, compreensão do todo), apenas dizendo uma frase sábia. É preciso um conhecimento prévio, um alicerce sólido de cultura. Idem exemplos de vida.

E há casos extraordinários, pergunto à história? Há. O Brasil é um deles. Há energúmenos nas posições mais estratégicas, que cospem frases de efeito e são seguidos por multidões, à direita e à esquerda. Aos montes! Mas, é o Brasil, né? O brasileiro não desiste nunca. Até a hora em que indefectivelmente se encontrar diante de si, na mais feliz ou amarga de suas horas. Veremos? Não sei. Faço 60 esse ano e acho que vai levar mais uns dois séculos para consertar as cagadas repetidas desde 1945 (ou antes). A tal "hora", vai demorar. Sigamos rumo ao sol, apesar das nuvens que encobrem o horizonte. Sigamos.

Reflexão do dia: 10/09/2025 - Quarta-feira

A expectativa é a mãe da decepção. Ao menos é isso o que pregam os pessimistas de plantão, que povoam o oráculo do mundo atual: as mídias sociais. Sempre há alguém nas redes sociais pregando que não devemos criar expectativas, pois o natural é ser decepcionado. Ou seja, compreende-se que não há mais confiança, não há mais a crença na humanidade. As pessoas passaram a ser objeto de compaixão e de piedade, pois não são mais dignos do credo e da torcida. Não é simplesmente não crer que Gabriel Bortoleto será o novo Ayrton Senna. É crer na frase de Cazuza: “os heróis morreram”, de overdose ou de causas naturais. Li, há alguns dias, que o melhor que se pode fazer pelas pessoas em situação ruim, é olha nos olhos e reafirmar a sua crença na recuperação delas. Não oferecer o assistencialismo (apenas), mas sim a crença de que as pessoas são capazes de “sair do buraco”.

Há algumas passagens sobre a vida de Jesus de Nazaré, transportadas para as telas de cinema e TV, onde os atores interpretam a ligação entre ele e aqueles a quem “salvou”. A extrema ternura no olhar, ao ajudar um aleijado a abandonar as muletas e pôr-se de pé, como uma pessoa sem defeitos. É essa crença nos outros de que falo aqui. Na capacidade de olhar para as pessoas e crer de que são capazes de fazer o que se propuseram a fazer e não tiveram sucesso. 

“Ei!”

Foi apenas a primeira tentativa. É sempre difícil e ninguém nasce sabendo. No entanto, é com os primeiros passos que se iniciam as grandes jornadas. Hoje terei um encontro com pessoas interessadas em produzir comigo um trabalho que, com o tempo, se transformará no Grupo de Teatro de Ipaussu. A expectativa é olhar nos olhos de cada um deles e saber que irão tentar e tentar. O sucesso depende de disciplina, de tempo de maturação, de repetição e resiliência. Não sei o que o futuro reserva e nem mesmo se o meu conhecimento será suficiente para novas Fernandas Montenegro e Antônios Fagundes. O importante é transmitir essa mesma ternura em crer nas pessoas.

Isso se transporta para outra questão que assola meus pensamentos desde ontem: a tal zona de conforto. Manifestei o incômodo com a questão dos ciclomotores conduzidos por adolescentes nas ruas da cidade, produzindo barulho e impunidade. O que percebi é que há zona de conforto em todos os cantos e instâncias e que nem sempre “representar” é “falar em nome de um grupo”. A minha expectativa com o Teatro, com a transformação de jovens ávidos por conhecimento em um grupo que possa gerar espetáculos e entretenimentos, se expande para “representantes”, que se limitam a “representar” em suas digníssimas zonas de conforto, sem a ousadia dos atores. As expectativas continuam. A crença e a ternura no olhar, também!

Reflexão do dia: 09/09/2025 - Terça-feira

Yes, nós ainda temos banana! Numa postagem da EMBRAPA, descobri que um fungo ameaçava a bananicultura no Brasil e na Colômbia, mas o avanço do Fusarium foi impedido pela pesquisa de brasileiros. Isso, soma-se a um post anterior, onde um pai/coach relatava a respeito de aulas para desenvolver o espírito de gratidão. As associações mentais podem ser esdrúxulas para você que lê, mas me acompanhe: os produtores de bananas utilizaram dois espécimes, nomeados de BRS Princesa e BRS Platina, que se provaram resistentes à praga, apresentando 1% de contaminação e detendo a proliferação do fungo. Se nós utilizarmos a mesma estratégia para "domar" o algoritmo, relegamos certos assuntos a um "nicho" específico que não nos afeta. Eu procuro variar sempre meus interesses, e considero-me satisfeito com "minha colheita". Os assuntos se diversificam, pois como as "artes do demônio", o algoritmo tenta lhe conquistar. A estratégia é utilizada em larga escala pelos políticos: enquanto uma notícia apontava o crescimento na aprovação do atual presidente (e repercutia para se disseminar), outra notícia apontava o aumento da população de rua, dependente do assistencialismo. Como não abri campo para nem uma, nem outra, os assuntos aleatórios se apresentaram e descobri a vitória da EMBRAPA. Idem sobre as aulas do desenvolvimento do "espírito da gratidão". Se a propaganda desse cara se disseminar, ele provavelmente ganhará rios de dinheiro. O que mais se vê é postagens com a palavra "gratidão" espalhada pelas redes. No entanto, me pergunto o quanto disso é verdadeiramente gratificante. O quão verdadeira é uma declaração de gratidão? O algoritmo cospe emojis com corações no lugar de olhos com a mesma facilidade com que esse tipo de postagem sobre gratidão se acumula. Estar grato passa pelo sentimento pleno de paz e harmonia com sua vida. Tudo o que você tem, o que já conseguiu e preservou, seja na memória, seja ao seu redor. Olhar para uma conquista e lembrar do quão difícil foi obtê-la. Isso é ser grato. O resto, é moda. Outra dessas febres que se disseminam como fungos de "The Last of Us", ou de bananeira.

Reflexão do dia: 08/09/2025 - Segunda-feira

A vida me presenteou com algo inesperado. Depois de tornar a casa que era de meus pais habitável novamente, comecei a transformação dela em um lar. Uma das coisas que minha mãe presava muito, era a natureza ao redor das paredes. Ainda falta muito para obter um jardim exuberante como nos tempos dela, mas aos poucos, bem devagar e paciente, vou preparando mudas e a terra para isso. Um dos três vasos que trouxe para cá, foi uma Epipremnum Pinnatum, mais conhecida como Jiboia. No Feng Shui representa a renovação e a prosperidade. Instalei-a na entrada, sob a área da garagem, fixada no teto.

Essa sexta-feira, me deparei com uma pomba empoleirada ali, entre as folhas, acomodada num ninho de galhos secos. E começamos uma relação de respeito. Abro a porta para sair com calma e buscando a menor alteração possível do refúgio que ela encontrou. Retirar a bicicleta ainda é extremamente temeroso para ela e sempre acaba voando para os fios de energia, diante da casa. Tão logo eu me afasto, no entanto, ela retorna para cuidar da cria. Julguei ter visto 2 ovinhos, mas usei a câmera do celular e fotografei um solitário "frito de uma paixão" ali "encaixado".

"Há um bicho gigante e perigoso que sempre passa por aqui. Fugir é melhor", é o que raciocina o pequeno cérebro. Ainda que o medo natural prevaleça, há uma confiança em manter-se chocando sua cria, no lugar que escolheu. Do meu lado, não sinto necessidade de impedir. A planta não reclama e não está sendo prejudicada. Eu? Bem, tenho que cuidar da limpeza e da rega com muito mais cuidado, mas nada que altere tanto meu dia a dia. E por isso, reflita no seguinte:

Quantas coisas tomam nosso tempo e nossa paz e, se formos pensar a respeito delas, vemos que o prejuízo é nosso e não adianta o esforço em dar atenção demasiada a elas, não é? Vejam o público mais em evidência nas redes, os fãs de políticos, que se esgoelam defendendo e atacando. O esforço enorme em divulgar falcatruas e compartilhar ataques ou defender seus ídolos, para quê? De que me adiantaria me zangar com uma coisa tão bela, que independe da minha vontade? E se eu dirigisse meus esforços para uma atitude que não depende daquilo que toma meu tempo à toa? Se eu usasse meus esforços para falar da parte boa da vida, e das coisas belas que a natureza produz?

É certo que não haveria espaço para as coisas ruins se proliferarem diante de nossos olhos, não? Experimente clicar em "não tenho interesse", quando o algoritmo lhe perguntar sobre esses ídolos de areia que você cultua. O vento irá desmanchar esses "castelos" e a natureza continuará seguindo seu curso. Os pássaros cuidando de seus ovos e as plantas crescendo no jardim, para nossa alegria.

Reflexão do dia: 07/09/2025 - Domingo

A curiosa habilidade de contar até dez antes de retrucar, é uma arte difícil de dominar. Lembro das vezes em que minhas escolhas me levaram a situações desse tipo. E antes de mais nada, quero me desculpar com todos aqueles que se enraiveceram com meu comportamento. Estou em evolução. 

A arte de não ceder a raiva passa por um processo químico-físico (para mim ao menos) surpreendente. A adrenalina despejada em meu sangue demora a se dissipar. O cérebro sucumbe como uma presa do abraço de uma sucuri, afogando toda uma enciclopédia de impropérios e lembranças. Após o "dez", as consequências físicas se acumulam e o conflito entre a explosão muscular e a serenidade cozinha as fibras e entorpece os membros como se uma queda ou um choque tivesse percorrido dos ombros às pontas dos dedos, do quadril até a planta dos pés.

Porém, após esse momentâneo distúrbio, a mente questiona primeiro as escolhas que levaram "o oponente" à geração dessa reação. O julgamento predispõe a culpa e a avaliação demora a encontrar o fio de raciocínio que leva de volta à razão. Culpamos sempre o outro e é difícil avaliar se isso é mesmo o correto. Em tempos atuais, isso é mais difícil ainda. As pessoas estão acomodadas em sua visão pessoal dos fatos e pouco se questionam. O brasileiro, então, é o mais idiota dos acomodados. Se posiciona como plateia e deixa o circo pegar fogo mesmo, esquecendo que nesse picadeiro, se o mastro central ceder, a lona envolve essa mesma plateia. Nesse caso, no entanto, não é ficar ou não com raiva, mas sim reagir coerentemente. Julgar sempre será mais fácil, quando se põe no topo da montanha, a observar "arvorado" de sua própria verdade. Mas, e se ...

Permanecerei tentando evitar, contando até onze ou doze e procurando (ainda que isso leve tempo) analisar a situação por todos os lados. Um, dois, três, quatro ...

Ilustração by Revista Conexão Literatura (no Facebook)

Reflexão do dia: 06/09/2025 - Sábado


Virou quase um "lugar-comum" os influenciadores, coachs e espertalhões que monetizam likes, usar a expressão "zona de conforto". A reflexão que trago hoje, é sobre a liberdade e seu tamanho. A sugestiva imagem de um aquário é um complemento perfeito. Ali está nadando despreocupadamente, nosso amigo Clodivaldo, o peixinho. Ali ele tem abrigo, ele tem comida e sua beleza é apreciada. Casa, comida e trabalho. Há estresse quando é preciso trocar a água, mas ainda assim, com o tempo Clodivaldo se acostumou a isso também. Não há outro peixe para dividir espaço, seus limites são respeitados. Porém, são limites!

Há uma frase sobre isso: "a sua liberdade se estende até o momento da liberdade de outra pessoa" (ou algo assim). Há um limite. Se Clodivaldo percebesse que seu aquário está sobre um banco de madeira e, esse banco está na beira de um rio, "sair da zona de conforto" é atirar-se para fora d'água, no vazio, na incerteza de atingir o rio além. "Para quê?", diriam alguns. Pela liberdade de tentar. Eu poderia me acomodar como escritor. Dedicar-me de verdade a um romance, pesquisas e etc. No entanto, me envolvi com música, com teatro, com o mundo cruel dos patrocínios em uma cidade pequena e retrógrada, que não compra ideias, pois essas ideias ferem a zona de conforto, o aquário em que sobrevivem. Sei que é complicado decidir entre um prato de comida ou pagar a conta de energia, mas as empresas que detém o poder econômico deveriam investir em Cultura da mesma maneira que deixei a zona de conforto para me aventurar no mar das incertezas. "E se não der certo?" Não se pode prever o futuro quando se dispõe a tentar algo novo. Venha ver o Sol!!

Reflexão do dia: 05/09/2025 - Sexta-feira

Sextas-feiras são, curiosamente, os dias escolhidos por nós para o "acontecer". A magia, o happy-hour, o início de uma viagem, o fim de um prazo. O brasileiro (e talvez os outros povos também, desconheço) se especializou nisso: aguardar a sexta-feira chegar. No entanto, as atitudes tomam segundos preciosos. As necessidades tornam-se urgências, quanto mais adiamos a nossa ação. É indiscutível que há certas situações em que uma ação precipitada pode por tudo a perder, claro. Porém, é o jeitinho brasileiro de fazer as coisas que, às vezes, atrapalha. E quando não, geralmente é burlando algum regulamento, alguma lei.
Esperar a sexta-feira chegar para fazer o bem para as pessoas, para rezar no seu credo, para iniciar a mudança é quase uma instituição no Brasil. Não é um texto definitivamente contra essa prática, mas acontece que fazer isso, é um exercício de procrastinação. Você se acostuma a deixar para o dia certo e fortalece os problemas. Vejo isso na minha vida e confesso que há problemas em que a atitude correta, causaria uma revolução que poderia ser incompreendida. Por isso, e pela minha paz, deixo para a sexta-feira. Observe como você também enfrenta essa situação. Como todos nós, mais hora menos hora, temos esse dilema. A verdade pode ser a mais afiada das facas. E certos cortes, deixam cicatrizes que teremos de aprender a conviver.

Reflexão do dia: 04/09/2025 - Quinta-feira

Há uma montanha enorme, íngreme e com apoios frágeis para a sustentação na escalada, quando se deseja promover o bem comum. Muita coisa contribui para isso, principalmente a descrença das pessoas em seu entorno, de que essa repentina boa vontade em fazer o certo, pode não dar certo. A segurança que frases advindas do futebol incutiram em nosso inconsciente coletivo, é uma barreira ainda mais intransponível. “Em time que está ganhando não se mexe” e “todo mundo gosta de levar vantagem em tudo”, minaram uma camaradagem e uma confiança em boas ações também. A desconfiança não permite uma atitude voluntária e altruísta. Todos precisam de uma contrapartida palpável, interessante, que renda algo que estejam acostumados a consumir. Se você propõe uma ação de compartilhamento de conhecimento, para formar indivíduos melhores para o futuro e precisa de um papel e uma caneta para todo aquele disposto a lhe ouvir, julgarão como algo extremamente louvável. Não sem antes, perguntar: “e o que exatamente eu ganho em pagar por essas canetas que vou lhe doar?” A individualização está tão entranhada no cerne da sociedade, que por vezes, o melhor é desistir e seguir o fluxo. Even flow of this life! Porém ...

Você está no sopé da montanha, tem um belo sorriso no rosto e decide que não irá ficar ali, esperando o Sol estar muito alto no céu para despejar seus raios sobre você. Lembre-se: pode ser tarde demais. Então, respire fundo e vai. Vai com medo mesmo! A vida é isso, um arriscar-se. Quando você insiste em não se agarrar e se proteger nas margens, evitando a correnteza, ela lhe elevará. Pedras rolantes não criam limo, and it’s only rock’’roll, but I like it! Promover cultura e disseminar conhecimentos é escalar uma montanha aparentemente intransponível de preconceitos, má vontade, interesses escusos e torcida contra (pelo bem-estar individual e pela preservação da zona de conforto). Ninguém garantiu que ia ser fácil, é verdade. No entanto, a definição de fácil pode não ser a mesma que você compreende, né? Stand!

Reflexão do dia: 03/09/2025 - Quarta-feira


A manipulação é provavelmente a ação mais abjeta de um ser humano em relação a outro. E é nesse quesito, que fundamento minha ojeriza pelos políticos. São manipuladores natos. Pessoas de boa índole, de educação, de leitura e visão, veem-se conduzidos para uma área de dúvidas que pode enlouquecer qualquer um. Não têm limites. Usam até mesmo obviedades de forma a desacreditar nossas convicções mais básicas. Fomos manipulados a crer que testar as crianças em provas de conhecimento, estabelecendo metas anuais de progresso, era errado. Não porque são mentes em desenvolvimento e merecem uma progressão suave em seu amadurecimento, e sim por conta da quantidade de mentes que estacionavam, absortos em distrações que relevam o ensino básico a um segundo plano. Atacamos o efeito e não a causa. Hoje, a geração de idiotas é ainda mais manipulável, ainda mais "gado". Políticos, em geral, inventam narrativas e conduzem a opinião pública ao seu bel-prazer. E para isso, usufruem de todos os meios disponíveis de comunicação, tornando a busca por coerência, uma luta árdua para aqueles que ainda detém a capacidade de interpretar o texto. Por isso, as convicções mais básicas são abaladas nas poucas mentes pensantes da população.

Comentar sobre isso, qualquer com um domínio satisfatório de vocabulário e escrita poderá fazer. Como estou fazendo aqui. O difícil é encontrar soluções para reverter isso. O conselho insistente, deve ser, antes de tudo, solidário: faça o bem, sorria sempre, objetive o melhor para todos. Só se inclue o "leia muito", ao final do conselho principal. "Isso é manipulação também, não?" Sim, é! Para vencer o mal, é necessário usar das mesmas armas, sem, no entanto, fazer o mesmo.

Como disse Salvador Allende: "O mundo estaria a salvo se os homens de bem tivessem a mesma ousadia dos canalhas!" É preciso usar as armas que a turba compreende e assimila com mais facilidade. Se se impregnar toda a mídia com textos, vídeos e influências que promovam o bem comum, não sobrará espaço para os políticos se transformarem em líderes. Um líder caminha no final da matilha. Salva os seus e se imola para preservar a maioria. Não o contrário. Pense! Seu cérebro está aí para isso, afinal de contas.


Nomes de Filmes

Quarta, por recomendação de minha filha, assisti 'Fences' (2016), crente que estava vendo o filme em que se baseou o primeiro trabal...