Porque a felicidade é um grande maná. Um perfume a ser esfregado na alma para impregná-la de energia, fazendo-a pulsar e acarinhar o mundo ao redor. O seu mundo. Os felizes não têm tempo para a mágoa, o rancor, a tristeza. Só há tempo para o amor desprendido e solidário. Alegrar-se é estar sempre atendendo o senso básico de viver em harmonia. É cuidar-se contra a perda de si. Beto Guedes canta: "quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos". Eu, subverto a letra de Tim Maia para completar/responder ao poeta: "É primavera ... SE AME!" Cuidem-se, alegrem-se, amarelem-se.
Extratos críticos e reflexivos sobre um reles mortal ipauçuense admirando o mundo e as criaturas que ainda vivem nele
segunda-feira, 29 de setembro de 2025
Reflexão do dia: 22/09/2025 - Terça-feira "Mr. Saul Leiter e As Imagens do Dia"
Saul Leiter é o homem da foto e essa era sua arte: fotografar o mundo que vê pela janela. Para ele, as cores falavam. O vermelho era o calor, o amor, o acolhimento. O azul, a melancolia, o marasmo. E o amarelo era o grito de felicidade. O amarelo é a cor escolhida pelo status quo para celebrar a necessidade de cuidar da saúde mental. Setembro Amarelo. Para um homem que se fez solitário como discípulo de Schopenhauer na ânsia de entender-se, e tem a sombra do Alzheimer como um manifestante logo ali, do outro lado da rua, empunhando um cartaz onde se lê: "é hereditário e vou te pegar!"; Setembro Amarelo é pouco. O sinal de atenção no trânsito é também de atenção na vida. E ler a respeito desse homem que subverteu o sentido das cores a uma ótica particular, onde declara que o amarelo é a alegria, me traz a refletir sobre nossa necessidade de insistir em viver. Somos a espécie mais resiliente da natureza. Nos adaptamos as adversidades com espantosa habilidade, proveniente desse cérebro avantajado e, por conseguinte, consciente de si. É extremamente necessário que capturamos isso em essência: sejamos ATENTOS em nos mantermos FELIZES. Sim, é uma loucura do meu raciocínio, mas procede. Basta você se lembrar das coisas óbvias, que povoam as redes, como o preceito que diz para termos a teimosia de um bisão, enfrentando a tempestade de frente, para ver onde ela se acaba, ali adiante. O otimismo dos ingênuos, ao insistir em ver o copo sempre meio cheio. A esperança dos puros de coração que creem em dias melhores, mesmo vendo o fogo subindo o morro.
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