Virou quase um "lugar-comum" os influenciadores, coachs e espertalhões que monetizam likes, usar a expressão "zona de conforto". A reflexão que trago hoje, é sobre a liberdade e seu tamanho. A sugestiva imagem de um aquário é um complemento perfeito. Ali está nadando despreocupadamente, nosso amigo Clodivaldo, o peixinho. Ali ele tem abrigo, ele tem comida e sua beleza é apreciada. Casa, comida e trabalho. Há estresse quando é preciso trocar a água, mas ainda assim, com o tempo Clodivaldo se acostumou a isso também. Não há outro peixe para dividir espaço, seus limites são respeitados. Porém, são limites!
Há uma frase sobre isso: "a sua liberdade se estende até o momento da liberdade de outra pessoa" (ou algo assim). Há um limite. Se Clodivaldo percebesse que seu aquário está sobre um banco de madeira e, esse banco está na beira de um rio, "sair da zona de conforto" é atirar-se para fora d'água, no vazio, na incerteza de atingir o rio além. "Para quê?", diriam alguns. Pela liberdade de tentar. Eu poderia me acomodar como escritor. Dedicar-me de verdade a um romance, pesquisas e etc. No entanto, me envolvi com música, com teatro, com o mundo cruel dos patrocínios em uma cidade pequena e retrógrada, que não compra ideias, pois essas ideias ferem a zona de conforto, o aquário em que sobrevivem. Sei que é complicado decidir entre um prato de comida ou pagar a conta de energia, mas as empresas que detém o poder econômico deveriam investir em Cultura da mesma maneira que deixei a zona de conforto para me aventurar no mar das incertezas. "E se não der certo?" Não se pode prever o futuro quando se dispõe a tentar algo novo. Venha ver o Sol!!
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