Quando vinha Ipaussu nos idos de 1996 me encantava com seu Luis Borges atravessando a Washington Luiz de frente ao saudoso Lanchão, para espalhar quirela de milho no calçamento da Praça Doutor Raphael de Souza. Em instantes os pássaros vinham, sem medo, ciscar aos pés dele.
Esse expediente me encantava tanto, que o trouxe para cá, para minha casa, para fazer isso do mesmo modo como ele fazia todo dia pela manhã. Jogo quirela para os pássaros e fico vendo a multidão de pardais se revezando no chão de tijolos. As pombas, canários e bem-te-vis também surgem, mas esses últimos, só assuntam para ver se há algo mais suculento, como as frutas, que às vezes peço no mercado (sim, aquelas julgadas impróprias para o consumo).
Esse expediente, dia desses, atraiu um gato, rajado como Garfield. Fica escondido em meio às folhas de boldo, à espreita. Em contrapartida, atraiu uma pomba que fez ninho, depositou e está chocando dois ovinhos. Ou seja, minha ação de alimentar os passarinhos, diz respeito só a mim. Os pássaros continuariam comendo em algum lugar, com um gato de vigia e também escolhendo lugares para fazer seus ninhos. Em resumo, você está diante de uma oportunidade de agir a cada segundo de sua vida. Sentado aqui no meu sofá, escrevendo no celular esse texto que vou postar daqui a pouco, não tenho ideia se alguém lerá até o final. A ideia é compartilhar uma reflexão e não se importar com a capacidade de alguém refletir sobre o que você refletiu. E volto a citar o BEM. Se nas suas atitudes você pratica o BEM, é provável que ele retorne para você de alguma maneira. Por sua causa. Não pelos outros. Claro que, haverá situações em que sim, os outros lhe farão o bem. E pergunto: seria porque você fez o bem ou o mal a alguém? Não. Porque a atitude não visa retorno. Consequências de seus atos sempre irão existir. Porém, tudo depende da intenção dos seus atos e não das consequências advindas deles. Escolha fazer o BEM e distribuir sorrisos. Não há ganho em fazer o contrário, certo? Afinal, você prefere ser recompensado por fazer o bem, ou o mal?
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