segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Reflexão do dia: 27/09/2025 - Sábado - "Nossas Urgências Fúteis"

Conversando com um amigo, ontem, ouvi dele a reflexão de que "se o Brasil for para uma guerra, é bom que vá já, pois os jovens de hoje são sensíveis demais e podem não ter o brio suficiente para lutar." Falhamos em educar nosso povo, essa é a verdade. Temos um Patrono da Educação completamente incompreendido e culpado pelo estado das coisas por alguns. Porém, EU entendo que houve um desvirtuar de ideias, uma distorção em prol de uma classe que se perpetua no poder e precisa ser extirpada. Ao invés de criar o "dialogar", houve a imposição de ideias pré-concebidas e criou-se um assistencialismo mental que se "engata" em todo "trem de modismo" que a civilização propõe. A música é um exemplo. Lembro-me de meu período do "querer ser músico", quando a ideia era ser Renato Russo e escrever grandes letras. Com o conhecimento sobre a pessoa, soube que muito do que cantava era lido em algum lugar, e retornei à leitura e à busca do conhecimento. Hoje, busca-se um refrão e soma-se uma estrofe e pronto: sucesso efêmero. Se sua voz for horrível, aprenda a se apresentar com playback. "No estúdio, corrigimos e editamos tudo" - é o que os produtores dizem.

Os jovens que se esforçam em fazer um pouco além do normal, se destacam. É curioso até. Se você dá vazão a criatividade de seus filhos, cria-se um vínculo poderoso, que consegue produzir pequenos avanços significativos, que funcionam como um efeito dominó na cabeça deles. O desespero da proteção e a falta de atenção às crias, forjou a geração "z", um grande bando facilmente manipulável. Protegemos os filhos das descobertas da infância. Há jovens que nunca se aventuraram a escalar uma árvore e comer fruta do pé. Enfiamos um celular com aplicativos desenvolvidos especialmente para entreter bebês, pois temos de cuidar da vida corrida e urgente, que nos adoece cada vez mais. Essa independência, forçada, cria monstros que as professoras não conseguem domar, numa função que não é a delas: educar. Professores devem ensinar, mas educação vem de berço.

Nas fileiras de um exército, o grito de "sentido" do sargento, poderá provocar o choro nos filhos que nós estamos gerando com nossas atitudes, nosso modo de tocar a vida, nossas urgências fúteis. Sim, ficaremos bem "sentidos" no final, ao sermos abandonados em asilos e afins.

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