Sextas-feiras são, curiosamente, os dias escolhidos por nós para o "acontecer". A magia, o happy-hour, o início de uma viagem, o fim de um prazo. O brasileiro (e talvez os outros povos também, desconheço) se especializou nisso: aguardar a sexta-feira chegar. No entanto, as atitudes tomam segundos preciosos. As necessidades tornam-se urgências, quanto mais adiamos a nossa ação. É indiscutível que há certas situações em que uma ação precipitada pode por tudo a perder, claro. Porém, é o jeitinho brasileiro de fazer as coisas que, às vezes, atrapalha. E quando não, geralmente é burlando algum regulamento, alguma lei.
Esperar a sexta-feira chegar para fazer o bem para as pessoas, para rezar no seu credo, para iniciar a mudança é quase uma instituição no Brasil. Não é um texto definitivamente contra essa prática, mas acontece que fazer isso, é um exercício de procrastinação. Você se acostuma a deixar para o dia certo e fortalece os problemas. Vejo isso na minha vida e confesso que há problemas em que a atitude correta, causaria uma revolução que poderia ser incompreendida. Por isso, e pela minha paz, deixo para a sexta-feira. Observe como você também enfrenta essa situação. Como todos nós, mais hora menos hora, temos esse dilema. A verdade pode ser a mais afiada das facas. E certos cortes, deixam cicatrizes que teremos de aprender a conviver.
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