A literatura é como um fósforo aceso em meio a floresta, numa noite sem luar. Não ilumina muita coisa, mas nos faz entender a escuridão que nos rodeia. É uma frase 'batida' que se vê em vários posts por aí. Outra que gosto, é do eterno Lemmy Kilmister, do Motörhead: "as pessoas não leem mais. Ler ativa a imaginação. Se você vê a história em um filme, você está usando a imaginação dos outros."
Não há maneiras de se destacar com a literatura, a não ser que você conte com o interesse de seus possíveis leitores. Países do norte leem mais, tem um povo mais culto e democracias mais coerentes. Por isso as grandes editoras preferem investir em lançar nomes já consagrados lá fora. Por aqui, há poucos autores que se destacam. Fulano é premiado aqui e ganha notoriedade por três ou quatro dias. No entanto, apesar de eu começar a reflexão falando de Literatura, o assunto tem a ver com a segunda frase, a do líder do Motörhead.
Ver as coisas pelos próprios olhos está ficando mais raro. "Vai por mim" está virando regra. O problema é que quem diz isso não tem conhecimento suficiente para entender-se como um orientador. É mágico o sentimento de importância que invade minha mente, quando os adolescentes do Grupo de Teatro me chamam de 'professor'. Por quê? Bom, tenho ciência que não sou em nada diferente deles: sou aluno também. Porém, ao me propor a transmitir o conhecimento que tenho, convido-os/as a buscar mais conhecimento comigo. Pois não há conhecimento que baste. A ideia é influenciar pelo exemplo.
No mundo de hoje, as pessoas se deixam influenciar por pessoas com traquejo nas redes, com criações por vezes fúteis demais. Vejam o caso do 'morango do amor'. Um morango envolvido em brigadeiro branco com cobertura de açúcar cristalizado. Isso se vê quase desde minha infância! É um doce caro, pois o morango é uma fruta extremamente perecível, a colheita é visando muito mais o lucro do que o consumidor e é altamente poluente por conta da embalagem e dos frutos descartados de forma indevida. Mas a partir do momento em que alguns influenciadores disseram 'que era IN, UP, e um MUST', virou febre. No mundo de hoje, as pessoas são movidas como gado atrás da moda. Por isso, até a polarização se justifica. Cada um tem o influencer que merece? Bom, gosto é coisa pessoal, cada um tem o seu. Mal, mas seu.
Pense em quem te influencia e veja como sua inteligência tem sido afetada, como seu cérebro tem sido iludido por promessas vãs. Quando ponderar sobre isso, organize seu tempo e use sua imaginação: leia, ouça músicas por inteiro e de vários estilos. Informe-se. Conhecimento não ocupa espaço. É coisa da 4ª dimensão: o tempo!
Imagem gerada com IA Gemini
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