quinta-feira, 15 de agosto de 2024

ONDE ESTÁ A INCLUSÃO PARA A CULTURA? – TAR-DE-ROCK-005

As minorias pedem passagem e começam, com a poderosa Bandeira da Inclusão, a se equiparar aos dominantes civilizados, corrigindo um atraso de muitos e muitos anos na evolução. Na minha modesta opinião, uma IN-volução, afinal de contas, a imbecilidade parece uma epidemia ainda mais devastadora do que a de 2020. E essa mesma massa de incautos e despreparados, engendra uma minoria ainda mais frágil e condenada a extinção, que é a minoria da CULTURA.

É certo que todos têm seu lugar ao Sol e a civilização discriminou mulheres, negros, homossexuais de todos os tipos (todo o tal abecedário adotado na mídia, que não cito por pura ignorância) e grupos específicos, por esse ou aquele motivo. Todos somos seres humanos e temos deveres e direitos iguais, afinal, já dizia Silvio Santos: “da vida não se leva nada, vamos sorrir e cantar”. O Governo Federal e as Instituições Sociais das mais diversas áreas, promoverem o explícito apoio às minorias, é correto. Mas a CULTURA vem sendo solapada, vilipendiada até, para que se preserve um nicho em especial.

Na música, aonde navego com mais tranquilidade, vemos cada vez mais o predomínio do funk carioca e do sertanejo universitário. As letras se repetem e os acordes, notas e as batidas são sempre as mesmas. Não se vê a exaltação da grande poesia das letras, pois a indústria musical prioriza refrões. Quanto mais idiota, melhor.

No nosso rincão, há um investimento restrito em cultura. O incentivo módico fica restrito à FAIPA (ainda bem que tem), a maior expressão de diversidade musical que temos na cidade, pois o repertório é múltiplo. Mas fica aí. Não há um local decente para as artes. Um palco multiuso, por exemplo. O chamado “recinto”, só se presta a festa do peão, um descarado caça votos. PANIS ET CIRCENSIS AD ETERNUM.

Não se vê um incentivo ao teatro, por exemplo, um verdadeiro “efeito dominó” na atratividade por adquirir cultura, vez que os envolvidos na apresentação, precisam conhecer a obra. O público, sente-se atraído — ainda que só alguns — a ler o original. O papo das esquinas muda, as pessoas se encontram e comentam sobre algo mais interessante do que as fofocas das celebridades e as catástrofes dos jornais.

Não há incentivos das instituições e da administração pública. Professores não desenvolvem uma campanha maciça sobre a mente dos alunos para as potencialidades da leitura, do conhecimento da diversidade, não só no gênero e na necessidade de inclusão e convivência pacífica. Mas, e também, na diversidade de formas de arte. Se podemos ser ricos em cultura, por que preferimos ser pobres e viver como patetas sorridentes que passam o dia esfregando o dedo em uma tela de celular?

 

domingo, 4 de agosto de 2024

SAIA DA ZONA DE CONFORTO E CUIDE DA ZONA DA SUA VIDA


Nada como pensar a respeito das coisas que acontecem contigo e descobrir que há ainda muita brasa sob as cinzas da decepção. Permanecer tentando divulgar cultura é a meta. Se há alguém com inveja, sinto muito. Os golpes dessa vez, foram doloridos. Estou como um boxeador que sofreu um knock-down. Triste e decepcionado, pensando seriamente em parar. Mas como diz a canção do Led Zeppelin: um novo dia nascerá para aqueles que permanecerem esperando — STAND! Não é Mamma Abagail. O texto do programa de 03/08, que foi sumariamente eliminado pelo Facebook, e desrespeitaram (no meu entender) as licenças “free” das trilhas de NATIONAL SWEETHEART da biblioteca de áudio do Youtube Studio. Adoraria ganhar alguns milhões em um processo judicial, mas não posso competir contra Warner, Apple, Paramount e sei lá que outra detentora de direitos autorais de música, existente nesse mundo. Se, como disse Ivan Lins, apenas 0,02% vão para os artistas, imagine o bolo de grana que vai para a mão dos “atravessadores”. Tentei fazer o certo, agora, vou jogar com as armas que a tecnologia me disponibiliza. Segue parte do texto do programa, que girou sobre a necessidade de lutar contra o sistema, tomar o leme da sua vida e desbravar os mares.

 

Dizia Schopenhauer: “Pessoas comuns pensam em como GASTAR o seu tempo. Pessoas com talento, em como USAR.” Para o grande bando de pessoas que vivem achando que não têm talento, não podem com nada e vivem aguardando o tempo mudar e o milagre acontecer, TAR  DE ROCK n.º 004. Mas não pense que você é o único “desligado” do pedaço. Você, na verdade, não está ligado em coisas certas. Por exemplo, se existiu um cara desligado como cantavam “Os Mutantes”, esse era Raul Seixas. Não no sentido de alienação. Mas sim, alguém que percebe a mesmice e deseja manter-se longe dela. Houve tese de doutorado na USP, dizendo que Raulzito estava cagando e andando para os movimentos musicais e a suposta ZEITGEIST dos anos 70. Onde tudo era motivo para contestar, ele se dizia avesso a preconceitos explícitos, professados pelo “povo da MPB”. Belchior, Silvio Brito e Hermes Aquino são citados nos versos da canção “EU TAMBÉM VOU RECLAMAR”. Além disso, a música é uma antevisão do parque de diversão dos imbecis que procriam pelo nosso mundo hoje em dia. Ao cantar que “todo mundo explica tudo, como a luz acende, como um avião pode voar”, prega que muita gente explica e só complica, ao usar muito o “simplifica”. Não somos mesmo enrodilhados em um mundo de coaching que vive explicando das coisas mais idiotas às mais simples?

O grande hino da geração de mentes descontentes e com um desejo expresso de mudança — e que paralelamente, não teve atitude para provocar essa mudança — veio com o grunge dos anos 90. Uma geração toda posicionada no “centro da corda do cabo de guerra”: a expectativa era de uma juventude passiva e ludibriável pela cultura de massa. A realidade, do outro lado, mostrava uma “tribo” desiludida com o mundo que herdou, onde muitas promessas foram feitas entre os 60’s e, até os 80’s e pouco foi realizado. O pior, era a incapacidade de perceber que a mudança só ocorre de dentro para fora. Para atingir o “nirvana” é preciso mudar a si e fazer parte do todo, cumpadre.

Ficar preso em um remoinho de culpa e de frustração por não alcançar as metas que a sociedade lhe impõe é seu carma. Ao ser aconselhado por imbecis, você acaba cada vez mais enrolado. É preciso se reerguer e seguir em frente, fazer o possível e ficar atento a vida ao seu redor. Aprender a crescer com ela. É difícil? Claro. Mas o que seria da vida sem as coisas que temos de enfrentar e vencer? Ainda que, para vencer, seja preciso avançar apenas um milímetro por vez. Um lembrete: a semente floresce mais rápido se você a plantar nas merdas que fez na vida.

A busca por esse modo de vida onde você não se prenda a nada que tenha a intenção de lhe diminuir, é uma luta constante. Você deve encontrar satisfação na jornada, pois esse é o sentido da vida. Se você se propor a fazer algo, procure encontrar “algo” que lhe dê prazer em fazer. Onde você possa descansar sua cabeça no final do dia, sabendo que está no caminho certo. A verdadeira liberdade vem da capacidade de se adaptar ao desconhecido.

Um dos entraves na vida da gente, é a ansiedade. Não fique preso ao passado eternamente. Nos anos 80 que era bom, nos anos 90 que era bom. Não. Faça o “agora” o melhor. Entender que o futuro é solução, acaba carecendo de uma compreensão mais abrangente. Não crie expectativas e sim esperanças. Expectativas geram frustrações. Esperanças, nunca morrem, certo? A ideia é ser resiliente e viver o presente. Não adiar ações e sentimentos, agindo imediatamente.

Você deve procurar a motivação em todos os cantos da sua própria escuridão. Dizem que, se você acender um fósforo no meio de um pasto à meia-noite, sob um céu coberto de nuvens e sem lua, provavelmente não irá contribuir muito para encontrar o caminho de casa. Mas por um instante, todo o tamanho da escuridão lhe será revelado. Conhecendo o seu inimigo, tudo fica mais fácil. E você não deve deixar de crer. Venha você de onde vier, com a inteligência que dispor, não deixe de acreditar.

Mas essa estória toda é uma confusão enorme, né? Uma mente despreparada, que não lê, não se acultura, terá dificuldade e sucumbe no mal dos nossos dias, a depressão e o sentimento de impotência. Afinal, estou dizendo para você não se prender e ter esperanças, ao mesmo tempo que trabalha para sua vitória. Utopia? Sonho? Bem, você não pode deixar de sonhar, Cumpadre. Com perseverança tudo se alcança. Sonhar faz parte da sua vida. É o seu propósito. Erga sua voz aos céus e lute por seus sonhos. Lute pela sua vida. Lute por você!

PARA PLAYLIST, COPY-PASTE: https://open.spotify.com/user/31opiurnyuc76encxhrzxyd3iefq?si=9a45b066fd164fcd

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

O CLIMÃO


 A postagem comemorava um evento proveitoso de aprendizado, junto às amigas e um passo importante na carreira de empreendedorismo. As finanças em casa estavam no limite e se aproximava o tempo daquelas despesas inevitáveis, como exames periódicos e as despesas de formatura da filha mais velha.

Mas eis que o marido comentou, curto e grosso:

— Retire a referência a esse cara. É melhor ficar longe dele, de hoje em diante!

A referência era a um dos instrutores do curso que aparecia na fotografia. Você escreve o texto e coloca o sinal de arroba para marcar a pessoa. E a irritação do marido tinha motivos políticos. A polarização e a imbecilidade, tomam conta da cidade e não é de bom-tom, fazer essas declarações. Ainda que sejam subjetivas.

O caso é que, pormenores precisam ser analisados. O primeiro e mais gritante, não diz respeito ao embate político e sim, ao comportamento misógino da maioria dos homens. Manifestar-se, ainda que focando na conquista, na vitória do aprendizado sobre a incompetência, da inteligência sobre a ignorância, pelo ponto de vista único e exclusivo do comportamento adquirido da civilização patriarcal, é “pecaminoso”.

A mulher não se manifestou, sequer por um segundo, politicamente. Comemorou, sim, sua conquista do conhecimento, da expertise. A intenção era manifestar para suas amigas/amigos e seguidores, a conquista de mais excelência para seu produto e mostrar que se tratava de uma microempresária preocupada em evoluir a si e ao seu negócio. Mas o pretenso envolvimento político do instrutor, foi julgado como desabonador pelo marido e ponto final.

Que raiz maldita é essa que invadiu a nossa árvore e suprimiu nossa capacidade de discernimento? Sim, pois certas “ervas” conseguem tomar conta de um solo fértil e impedir que a grande árvore floresça e dê frutos. Há uma infestação generalizada em nossa sociedade. Pequenas comunidades, como é o caso, dividem-se clamorosamente, como se o mundo fosse acabar no dia da divulgação do resultado das urnas. Os optantes derrotados, desaparecerão e a cidade irá sobreviver apenas com o lado vencedor.

A empreendedora da vez, terá uma redução considerável no número de seus clientes, afinal, vende apenas para o lado vencedor. Seria algo tão idiota como “não se come mais arroz aqui em casa. O arroz é plantado, colhido e beneficiado pelo pessoal que apoia o partido X e nós somos do partido Y. Aqui, todo dia tem sopa de legumes.”

Uma cidade com menos de quinze mil habitantes está se esfacelando por conta dessa disputa imbecil. Em primeiro de janeiro, pouco importa quem ocupará a cadeira no prédio azul. Você terá de acordar e enfrentar os seus boletos, batalhar por seus sonhos, comemorar suas vitórias, sorrir e tocar a sua vida do mesmo jeito de sempre. Não é “A” ou “B” que irá resolver a sua vida.

E que seja banida para sempre esse comportamento patriarcal de orientar as mulheres sobre o voto. Já são suficientemente competentes para saber o que fazer sozinhas.

sexta-feira, 19 de julho de 2024

- O ANO MÁGICO DA MÚSICA

Durante o programa TAR DE ROCK nº 002, a playlist foi essa: (artista/banda – álbum – música):

Don McLean – American Pie – American PieThe Rolling Stones – Sticky Fingers – Dead FlowersThe Doors – L.A.Woman – Love Her MadlyThe Who – Who’s Next – Won’t Get Fooled AgainJohn Lennon – Imagine – Give Me Some TruthPaul McCartney – Ram – Smile AwayAlice Cooper – Love It To Death – I’m EighteenDeep Purple – Machine Head – Smoke On The Water(*) / Humble Pie – Performance Rockin’ The Fillmore – Stone Cold FeverGrand Funk Railroad – Survival – Feelin’ AllrightMC5 – High Time – Sister AnneTen Years After – A Space In Time – One Of These DaysDavid Bowie – Hunky Dory – Song For Bob DylanGenesis – Nursery Cryme – Harold The BarrelBlack Sabbath – Master Of Reality – Into The VoidThin Lizzy – Thin Lizzy – Look What The Wind Blew InRory Gallagher – Rory Gallagher – Wave Myself GoodbyeMódulo 1000 – Não Fale Com As Paredes – Salve-se Quem PuderOs Mutantes – Jardim Elétrico – Top TopLed Zeppelin – Four Simbols – Rock And Roll.

(*) A música é de 1971, mas o álbum só saiu em 1972. Como fez parte do Momento História, achei que poderia "burlar" a regra


Outros álbuns em 1971, de artistas citados no programa: (álbum – artista)

Wild Life – Wings / Madman Across The Water – Elton John / Teaser And The Firecat – Cat Stevens / Pearl – Janis Joplin / What’s Going On – Marvin Gaye / The Concert For Bangladesh – George Harrison / Blue – Joni Mitchell / Fireball – Deep Purple/ At Fillmore East – Allman Brothers / Meddle – Pink Floyd / Fragile – Yes / Killer – Alice Cooper / America – America / Straight Up – Badfinger / Trafalgar – Bee Gees / Just As I Am – Bill Winters  / Black Oak Arkansas – Black Oak Arkansas / Tapestry – Carole King / Chicago III – Chicago / Roots – Curtis Mayfield / If I Could Only Remember My Name – David Crosby / Tarkus – Emerson, Lake & Palmer / A Nod Is As Good As A Wink... To A Blind Horse – Faces / Future Games – Fleetwood Mac / Maggot Brain – Funkadelic / Mwandishi – Herbie Hancock / Mud Slide Slim and the Blue Horizon – James Taylor / Rough And Ready – Jeff Beck Group / Aqualung – Jethro Tull / Songs Of Love And Hate – Leonard Cohen / Jack Johnson – Miles Davis / Every Picture Tells A Story – Rod Stewart / Deuce – Rory Gallagher / Santana III – Santana / There’s A Riot Goin’ On – Sly & The Family Stone / Eletric Warrior – T.Rex / Other Voices – The Doors / Muswell Hillbillies – The Kinks / ZZ Top’s First Album – ZZ Top / Humble Pie – Rock On / E Pribulus Funk – Grand Funk Railroad / The Low Spark Of High Heeled Boys – Traffic / Live At Berkeley – Stephen Stills / Songs For Beginners – Graham Nash / Live At The Apollo Vol.III – James Brown / The Cry Of Love – Jimmy Hendrix / Play It Loud – Slade / The Return of the Magnificent Seven – The Supremes / Sky’s The Limit – The Temptations / Acquiring The Taste – Gentle Giant


sábado, 13 de julho de 2024

ONDE VOCÊ PÕE SEUS OLHOS - INFLUENCERS SEM 2º GRAU


Música: SANIDADE

Boa tarde, ouvintes da ZYM-818 Itamaracá FM em 104,9 MHz para Ipaussu e toda a região. Está começando o programa TAR DE ROCK, colaborando com o movimento BLOCKOUT para conteúdos mais relevantes que as dancinhas do TIK-TOK. Vamos parar de seguir gente que só quer o seu like, comprendes Cumpadre?

Duas horas com Rock’n’Roll, Cultura e variedades. Informação e história dos grandes nomes da música e do imortal ROCK’N’ROLL. Desmistifiquemos esse conceito de música do diabo. Afinal de contas, como diria um grande amigo de Sampa: O rock’n’roll é LINDO! Vamos com no BG com a trilha sonora da série de TV “True Blood”. Jace Everett e o tema de abertura: I WANNA DO BAD THINGS WITH YOU.

A música do Raimundos que rolou na abertura, “SANIDADE” diz que:
“o que pode parecer bom para você, não parece bom para mim”. Isso vem ao encontro do tema de hoje. Gravada no álbum “Éramos Quatro”, a canção é dos anos 80, escrita e composta bem antes dos Titãs descobrirem os caras. Mas, vamos devagar-correndo. Até as 16 horas aqui. Os jovens de hoje se protegem atrás de uma comodidade generalizada. O Mundo Moderno tem muito isso. Os caras “Ligam o Foda-se” e tá tudo muito bom, tudo muito bem. Mas não está, não é mesmo? A Epidemia de Vaidade contagiou todo mundo. Você só “sobrevive” como parte integrante da sociedade se tiver muitos likes na sua time-line. Estamos todos alienados e somos conduzidos a isso sem sentir. Próxima música nessa tarde vem do álbum “Physical Graffitti” de 1975 e a letra fala sobre sedução, ciclos da vida e sobre crescer. Fala que você se deixa levar pela paixão e suas emoções horas são boas, hora ruins. Isso nos engana e o mundo fácil, faz nossa nau seguir sem rumo. Led Zeppelin para vocês.

Música: THE WANTON SONG

Aos ouvidos atentos, Robert Plant anuncia que a roda da vida continua a girar. “And the weels rolls on”, diz ele. A roda gira, o mundo muda e você precisa acompanhar, Cumpadre! A roda é o Ka e o Ka é a roda! Já dizia Stephen King. Dica Literária: enfrente a aventura de ler os sete volumes e as quase 3900 páginas da saga “A TORRE NEGRA”. Um multiverso espetacular, muito diferente desse seu mundinho restrito à tela do seu celular. Cultura Pop, imagens surreais. Se sua imaginação puder acompanhar, claro. Assim são os livros: começam na mente do escritor e terminam na mente do leitor. Livros, compadres! Ninguém será melhor do que você, se você ler muito, pode ter certeza. A próxima de hoje, fala a respeito de cercar-se em um mundo particular, atrás de seus muros. Você relega sua imaginação a um canto escuro e frio e deixa que os INFLUENCERS SEM 2º GRAU pensem o mundo por você. E eles só querem seus likes.

Do álbum “Talk”, de 1994, Yes no TAR DE ROCK

Música: WALLS

Como curiosidade complementar, quando o contador da música marca 3,09 minutos, Mister Jon Anderson emite um agudo com incríveis 19 segundos de duração. Eis o 19! Não é a camisa do Breno Lopes. O famoso 19 é o número que permeia toda a epopeia de Stephen King. “I want to find another way to live”, cantam Trevor Rabin e Jon Anderson. Quero encontrar outro modo de viver. Se você fica estagnado, vivendo sob a influência dos espertinhos, você vegeta, fica cego na dança da vida. Você dança no escuro. Bruce Springsteen canta isso, lembra? Ele, sim, é um ótimo influenciador. Muito mais inteligente e comprometido com causas humanitárias das mais diversas. E sem fazer propaganda disso. Outra música que fala sobre a necessidade de mudança, de alterar a rota da sua vida. The Boss, canta que “você não pode começar uma fogueira sem a primeira faísca”, ou seja, a mudança tem de vir de você. Venha para a Luz. O Rock’n’roll pode ser uma luz, por que não?

Música: DANCING IN THE DARK

Você pode acompanhar todas as letras das músicas e o que procuro encaixar no sentido desse texto, na internet. “Dancing in the Dark” é de 1984 e está no álbum “Born in the USA”. Continuando com o pretenso “Concertos para a Juventude”, conserto com “S”, vamos mexer com os seus brios e o seu intelecto para alertar sobre a necessidade de mudança de atitude, que só se processará se você tomar a frente da sua nau, do seu próprio barco. Porque você não percebe, mas os influenciadores só se interessam pelo seu like. Se você interagir ou não, pouco interessa. Experimente pedir um conselho para quem tem menos estudo do que você. É algo como encontrar uma agulha em um palheiro. Poucos irão lhe proporcionar orientação. De 1986, o primeiro lugar do ranking de discos de Heavy Metal elaborado pela METAL HAMMER, Metallica no TAR DE ROCK!

Música: MASTER OF PUPPETS

Pois é Cumpadres! Pulling your strings, twisting your mind and smashing your Dreams, ou seja, puxo suas cordinhas, confundo sua mente e despedaço seus sonhos. É isso o que os influencers fazem contigo. A ideia de modo geral é contar absolutamente o necessário para garantir sua lealdade cega. Moldam sua opinião. E brilham com seus milhares de likes. Consórcio de imprensa, lembram? Só valia o que eles divulgavam. Canais oficiais de informação. Se você não se acultura e busca o mais difícil, fica refém. O lobo sempre será mal, se você ouvir só a versão da Chapeuzinho Vermelho.

O autor desse texto também está precisando de seus likes, claro, mas convenhamos: há uma troca de conhecimento através da música. As ondas do rádio eram o modo de transmissão do conhecimento de antigamente, não é? Procurando oferecer algo em troca, quase de graça.

Música: THE SPIRIT OF RADIO

A intenção é disseminar o conhecimento e mostrar a você que é possível viver a sua vida sozinho, sem se apegar a influências que podem não ter nada a ver com você. O Rush gravou o álbum “Permanent Waves” em 1979 e incluiu essa música onde canta que “ouvir o rádio era a resposta emocional num complemento de onda eterno, trazendo um presente sem preço”, que era o entreter-se o aculturar-se. Como citei antes, é preciso que você tome o controle desse barco. Porque, se você dá ouvido aos tolos...

Música: THE MOB RULES

A Máfia, não é aquela de “O Poderoso Chefão”. A Máfia de hoje em dia é a formada pelos veículos de comunicação que escolhem o que você tem de vestir, comer e ouvir. É mais ou menos como fazem os senhores da guerra, que torcem por você, mas... não são eles que vão morrer no fim.

Música: THE DOGS OF WAR

“For hard cash we lie and decive”. Em outras palavras, por dinheiro vivo, nós mentiremos e enganaremos você. E é isso, você pode encontrar também muito dessa “guerra” de lutar contra o sistema e entender que o sistema é nocivo a você na série de TV “Sons of Anarchy”, entretenimento de primeira para a mente, nos pensamentos do protagonista.

Música: THIS LIFE

Música: BAD COMPANY

“O rei está morto, mas a vida continua e você não deve perder a cabeça quando o negócio der errado”, canta Curtis Stigers e “nascemos com uma arma nas mãos e por trás dela, é que teremos de decidir nossa vida”, canta Ivan Moody. E qual seria essa arma? Seu cérebro, caríssima/caríssimo. Sua imaginação!

Música: HAMMER TO FALL

“You don’t waste no time at all” canta Fredy Mercury. Você não pode perder SEU tempo de todo. O relógio do final do mundo está correndo e você não pode se deixar levar. Isso não é um texto para te pressionar. Mas é! Quando é que você vai virar o seu disco?

Músicas adicionais da playlist: 

TWO MINUTES TO MIDNIGHT 

ROCK’N’ROLL AIN’T NOISE POLLUTION 

BEST OF BOTH WORLDS 

LET IT BLEED 

BEIJOS DE CORPO 

NIGHTRAIN 

EM RESPEITO AO VÍCIO

https://open.spotify.com/playlist/3w4Kfn4vy9CviQEUmmdgYe?si=b6cb3d4fd38d4f7a


sexta-feira, 28 de junho de 2024

SINCE BLACK DOG

 

Eu tinha oito para nove anos, quando vi um cara cantando em inglês na TV preto e branco de casa, espremendo um tubo gigante de pasta de dente com as pernas. O sujeito tinha pintura nos olhos. Grandes borrões de tinta preta que quase os escondiam, como os buracos dos olhos em um crânio. Depois, em outra música, o mesmo cara aparecia com uma enorme cobra ao redor do pescoço. Isso foi em 1974 e foi a primeira vez que notas distorcidas emitidas pelas cordas de uma guitarra elétrica fizeram sentido para meus neurônios.

Comecei a prestar atenção nas músicas da TV, nas preferências das minhas irmãs e nas que ouvia por acaso na rua. Sempre que aparecia uma guitarra, minha atenção redobrava. Então, certo dia, ouvi no carro de um amigo do meu irmão, a guitarra de Jimmy Page. A canção era “Black Dog” e ele baixou o som do toca-fitas para perguntar:
— Cadê seu irmão? — Saiu com aquela morena que estava conversando com vocês.
Ele balançou a cabeça em negativa e sorriu.
— Tá fazendo nada? — Tô não. — Sobe aí. Vamos dar uma volta. — Que música é essa? — Isso é rock. Rock’n’roll!
E a partir daquela noite, rodando pelas ruas da cidade deserta, que ouvi Led Zeppelin pela primeira vez. Não sabia o nome da música e só guardei o “tanananã-nanã-nam” para contar a um amigo meu que deveria saber do que eu falava. E sim, ele sabia. A coleção de discos do irmão dele era imensa. É ainda, a maior em que já pus os olhos. Vinil e CD.
— Se você gostou da segunda do lado A, vai ficar doido com a quarta música.
Falava de “Stairway to Heaven”. Mas o engraçado da coisa toda, era nosso nível de inglês sofrível. Enquanto “cachorro preto” tinha algo a ver com o diabo, por conta do terror “perdurante” de ter visto “O Exorcista” no cinema, duas vezes; “escadaria para o céu” era a remissão. Depois vieram outras tolices juvenis, claro. “Smoke on the Water” falava sobre fumar maconha na banheira. Daí para pior.
Em 1983 fui ao show do KISS no Morumbi. Ituzaingó, inesquecível busão da madrugada paulistana que nos salvou e levou até uma distância percorrível a pé até em casa, ao Tatuapé. Não minha, pois ainda não tinha me transformado em paulistano. Mas com os caras da Rua São Bernardo, conheci Iron Maiden e AC/DC. Meu irmão gostava de Queen e pediu que eu gravasse fitas K7 para ele.

Era engenhoso alocar as músicas para “caber”. Outros shows vieram, comecei a comprar discos, aprender um pouco mais de inglês, ler mais a respeito de tudo o que me interessava. Agora, estou prestes a começar um programa na rádio da cidade, falando do que ouvi e li a respeito do rock'n'roll nesse tempo todo.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

UM CERTO "PROJETO DE OBJETIVOS"

Estúdio Móvel dos Rolling Stones -
Credito: Cantos Music Foundation

De setembro de 1970 a julho de 1971, a banda se enfiou em um estúdio para gravar e desenvolver um álbum que acabou rendendo apenas um grande sucesso. Os fãs, vão dizer “não é bem assim”, mas há discos que não emplacam. Então, vendo sua criação “não dar liga” e assoberbados com as turnês, decretou-se que era necessária uma parada. Um local tranquilo, onde pudessem conviver e desenvolver um trabalho mais estruturado e que representasse bem a proposta de rock que todos os cinco caras queriam fazer.

Conversa vem, conversa vai, foram parar na Suíça, para descansar e pensar uma grande obra de arte — afinal, é uma obra de arte, caramba — que recolocasse a banda nos trilhos do estrondoso sucesso do disco de 1970. Mas, sabe aquelas coisas que tem tudo para dar errado? Pois é. Era provável que desenvolvessem todo o material por lá e tivessem de se internar outra vez em um estúdio da Inglaterra ou da Califórnia para gravar.

— Não! — lembrou alguém — Tem aquele baita estúdio móvel por lá.

Menos mal. Então, descobriram que haveria alguém tocando no grande teatro, com acústica fenomenal, que pretendiam utilizar nas gravações. Teriam de esperar. Melhor. Descansa-se um pouco. E lá foram eles: Ian, Jon, Ritchie, Roger e o outro Ian: o Deep Purple.

Esse foi o roteiro para a gravação do álbum “Machine Head”, no estúdio móvel dos Rolling Stones, num andar de um hotel de Montreaux. Mais coisas deram errado? Muitas mais: quem estava tocando no Cassino-Barcaça era Frank Zappa e The Mothers of Invention. A certa altura do show, alguém encontrou uma pistola sinalizadora e disparou o artefato no teatro, provocando um incêndio. Improvisaram um estúdio num andar do hotel e esticaram os cabos do estúdio móvel para gravar o melhor álbum (a maioria dos fãs considera isso e eu também) da carreira deles.

A história é contada em detalhes naquela que é a música mais conhecida deles e que eu — quando adolescente e um completo idiota no inglês — acreditava piamente numa letra tratando de drogas. Alguns integrantes da banda ainda questionaram isso:
— “Smoke on the water”? Cara, nossa praia é cachaça. Não vai parecer apologia?
— Bom. A letra está falando do incêndio. Vão ter que ouvir, não é?

Essas e outras grandes histórias do rock serão contadas em pílulas semanais no programa “TAR DE ROCK”, pela Itamaracá FM de Ipaussu-SP e ao vivo no meu perfil do Facebook, a partir do sábado 13/07 - Dia Mundial do Rock, das 14 às 16h. A ideia é abrir um canal para a divulgação dos eventos culturais na região, conselhos, dicas de livros, filmes e séries para TV, e rock’n’roll da melhor qualidade.

Nomes de Filmes

Quarta, por recomendação de minha filha, assisti 'Fences' (2016), crente que estava vendo o filme em que se baseou o primeiro trabal...