quarta-feira, 19 de junho de 2024

UM CERTO "PROJETO DE OBJETIVOS"

Estúdio Móvel dos Rolling Stones -
Credito: Cantos Music Foundation

De setembro de 1970 a julho de 1971, a banda se enfiou em um estúdio para gravar e desenvolver um álbum que acabou rendendo apenas um grande sucesso. Os fãs, vão dizer “não é bem assim”, mas há discos que não emplacam. Então, vendo sua criação “não dar liga” e assoberbados com as turnês, decretou-se que era necessária uma parada. Um local tranquilo, onde pudessem conviver e desenvolver um trabalho mais estruturado e que representasse bem a proposta de rock que todos os cinco caras queriam fazer.

Conversa vem, conversa vai, foram parar na Suíça, para descansar e pensar uma grande obra de arte — afinal, é uma obra de arte, caramba — que recolocasse a banda nos trilhos do estrondoso sucesso do disco de 1970. Mas, sabe aquelas coisas que tem tudo para dar errado? Pois é. Era provável que desenvolvessem todo o material por lá e tivessem de se internar outra vez em um estúdio da Inglaterra ou da Califórnia para gravar.

— Não! — lembrou alguém — Tem aquele baita estúdio móvel por lá.

Menos mal. Então, descobriram que haveria alguém tocando no grande teatro, com acústica fenomenal, que pretendiam utilizar nas gravações. Teriam de esperar. Melhor. Descansa-se um pouco. E lá foram eles: Ian, Jon, Ritchie, Roger e o outro Ian: o Deep Purple.

Esse foi o roteiro para a gravação do álbum “Machine Head”, no estúdio móvel dos Rolling Stones, num andar de um hotel de Montreaux. Mais coisas deram errado? Muitas mais: quem estava tocando no Cassino-Barcaça era Frank Zappa e The Mothers of Invention. A certa altura do show, alguém encontrou uma pistola sinalizadora e disparou o artefato no teatro, provocando um incêndio. Improvisaram um estúdio num andar do hotel e esticaram os cabos do estúdio móvel para gravar o melhor álbum (a maioria dos fãs considera isso e eu também) da carreira deles.

A história é contada em detalhes naquela que é a música mais conhecida deles e que eu — quando adolescente e um completo idiota no inglês — acreditava piamente numa letra tratando de drogas. Alguns integrantes da banda ainda questionaram isso:
— “Smoke on the water”? Cara, nossa praia é cachaça. Não vai parecer apologia?
— Bom. A letra está falando do incêndio. Vão ter que ouvir, não é?

Essas e outras grandes histórias do rock serão contadas em pílulas semanais no programa “TAR DE ROCK”, pela Itamaracá FM de Ipaussu-SP e ao vivo no meu perfil do Facebook, a partir do sábado 13/07 - Dia Mundial do Rock, das 14 às 16h. A ideia é abrir um canal para a divulgação dos eventos culturais na região, conselhos, dicas de livros, filmes e séries para TV, e rock’n’roll da melhor qualidade.

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