segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Reflexão do dia: 04/09/2025 - Quinta-feira

Há uma montanha enorme, íngreme e com apoios frágeis para a sustentação na escalada, quando se deseja promover o bem comum. Muita coisa contribui para isso, principalmente a descrença das pessoas em seu entorno, de que essa repentina boa vontade em fazer o certo, pode não dar certo. A segurança que frases advindas do futebol incutiram em nosso inconsciente coletivo, é uma barreira ainda mais intransponível. “Em time que está ganhando não se mexe” e “todo mundo gosta de levar vantagem em tudo”, minaram uma camaradagem e uma confiança em boas ações também. A desconfiança não permite uma atitude voluntária e altruísta. Todos precisam de uma contrapartida palpável, interessante, que renda algo que estejam acostumados a consumir. Se você propõe uma ação de compartilhamento de conhecimento, para formar indivíduos melhores para o futuro e precisa de um papel e uma caneta para todo aquele disposto a lhe ouvir, julgarão como algo extremamente louvável. Não sem antes, perguntar: “e o que exatamente eu ganho em pagar por essas canetas que vou lhe doar?” A individualização está tão entranhada no cerne da sociedade, que por vezes, o melhor é desistir e seguir o fluxo. Even flow of this life! Porém ...

Você está no sopé da montanha, tem um belo sorriso no rosto e decide que não irá ficar ali, esperando o Sol estar muito alto no céu para despejar seus raios sobre você. Lembre-se: pode ser tarde demais. Então, respire fundo e vai. Vai com medo mesmo! A vida é isso, um arriscar-se. Quando você insiste em não se agarrar e se proteger nas margens, evitando a correnteza, ela lhe elevará. Pedras rolantes não criam limo, and it’s only rock’’roll, but I like it! Promover cultura e disseminar conhecimentos é escalar uma montanha aparentemente intransponível de preconceitos, má vontade, interesses escusos e torcida contra (pelo bem-estar individual e pela preservação da zona de conforto). Ninguém garantiu que ia ser fácil, é verdade. No entanto, a definição de fácil pode não ser a mesma que você compreende, né? Stand!

Reflexão do dia: 03/09/2025 - Quarta-feira


A manipulação é provavelmente a ação mais abjeta de um ser humano em relação a outro. E é nesse quesito, que fundamento minha ojeriza pelos políticos. São manipuladores natos. Pessoas de boa índole, de educação, de leitura e visão, veem-se conduzidos para uma área de dúvidas que pode enlouquecer qualquer um. Não têm limites. Usam até mesmo obviedades de forma a desacreditar nossas convicções mais básicas. Fomos manipulados a crer que testar as crianças em provas de conhecimento, estabelecendo metas anuais de progresso, era errado. Não porque são mentes em desenvolvimento e merecem uma progressão suave em seu amadurecimento, e sim por conta da quantidade de mentes que estacionavam, absortos em distrações que relevam o ensino básico a um segundo plano. Atacamos o efeito e não a causa. Hoje, a geração de idiotas é ainda mais manipulável, ainda mais "gado". Políticos, em geral, inventam narrativas e conduzem a opinião pública ao seu bel-prazer. E para isso, usufruem de todos os meios disponíveis de comunicação, tornando a busca por coerência, uma luta árdua para aqueles que ainda detém a capacidade de interpretar o texto. Por isso, as convicções mais básicas são abaladas nas poucas mentes pensantes da população.

Comentar sobre isso, qualquer com um domínio satisfatório de vocabulário e escrita poderá fazer. Como estou fazendo aqui. O difícil é encontrar soluções para reverter isso. O conselho insistente, deve ser, antes de tudo, solidário: faça o bem, sorria sempre, objetive o melhor para todos. Só se inclue o "leia muito", ao final do conselho principal. "Isso é manipulação também, não?" Sim, é! Para vencer o mal, é necessário usar das mesmas armas, sem, no entanto, fazer o mesmo.

Como disse Salvador Allende: "O mundo estaria a salvo se os homens de bem tivessem a mesma ousadia dos canalhas!" É preciso usar as armas que a turba compreende e assimila com mais facilidade. Se se impregnar toda a mídia com textos, vídeos e influências que promovam o bem comum, não sobrará espaço para os políticos se transformarem em líderes. Um líder caminha no final da matilha. Salva os seus e se imola para preservar a maioria. Não o contrário. Pense! Seu cérebro está aí para isso, afinal de contas.


Reflexão do dia: 02/09/2025 - Terça-feira


Eu alimento os pássaros. Gasto uns R$ 15 ou R$ 20 no mês, comprando quirela e sonho em um dia ter a confiança deles para me aproximar e ter um deles comendo na minha mão. É sonhar demais, eu sei. O quadro que desejo pintar hoje, é que isso dependerá de muito esforço de minha parte. É da natureza deles ser ariscos e usarem sua locomoção para nos vencer. Ao mínimo sinal de perigo, batem as asas e se protegem na distância. Será do esforço de insistir, de aprender a me mover com extrema calma (e sou muito atrapalhado, creiam), de respeitar uma rotina e ser disciplinado, até quem sabe, conseguir realizar meu desejo. Fui agraciado com uma Moção de Aplausos pelos vereadores da cidade, ontem, e me deparei com um comentário sobre a dificuldade de se enfrentar um sistema que privilegia quem já é sucesso, com verbas e grande exposição. Sei que o caminho é árduo. Sei que são degraus gigantes a vencer. No entanto, uma andorinha sozinha, não faz o verão. E é por isso que nessa caminhada, eu não me vangloriei e entendi a homenagem como uma cobrança por mais. Seria algo como um "tapinha nas costas" e um "é por aí" de um professor para um aprendiz promissor. "Somos todos aprendizes, fazedores e professores", escreveu Richard Bach. E "ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você."

Fazer cultura e principalmente transmitir conhecimento é mágico. E todos somos capazes disso. Convencer pássaros que você só quer o bem deles, é bem difícil. Mas a insistência é a mãe do sucesso. Não deixe de tentar. Só você irá sentir os calos nas mãos e as bolhas nos pés. Tenha certeza, no entanto, que seu sorriso no sucesso, será pleno de felicidade. Keep working, dude! Keep working!


Reflexão do dia: 01/09/2025 - Segunda-feira


É quase automático o assunto caminhar para falas sobre a vida e como ela vai seguindo, ao encontrar velhos amigos. Você descobre que envelheceu e que certas coisas já deixaram de ser como vocês se acostumaram a ver. Surgem novidades, às vezes incômodas, que suscitam um novo ponto de vista sobre isso ou aquilo e, provavelmente, esses velhos amigos entendam com desconfiança e relutem em aceitar essa nova opinião. Eu disse a um amigo que nós, seres humanos, sempre somos uma "vírgula". Uma tomada de fôlego para dar a entonação correta numa sentença. Antes dela, da "vírgula", temos as dúvidas. Após, as consequências. No entremeio, ou no "momento da vírgula" que somos, estão as escolhas. A liberdade de não se acomodar numa posição e considerar novas maneiras de interpretação das coisas nas nossas vidas, é uma adaptação evolutiva. É o exato instante em que compreendemos que o coletivo é mais importante que o indivíduo. E, principalmente, que entender isso não revoluciona todo o entendimento de suas posições, forçando-o a recomeçar do zero, mas sim a se adequar. Tudo o que você é, cabe em uma caixa, digamos. Porém, você nunca pensou que essa caixa lhe permite espaço para moldar-se de outra forma,num outro formato de caixa, criando esses novos pontos de vista, mais éticos, mais adequados ao bem comum. É essa a virada de chave que pode chocar a compreensão dos outros. Alguns, vão lhe apoiar e demonstrar alegria nessa sua vitória. Seja por um "junte-se a nós" ou por "me ajude a também vencer". A revolução pessoal é guiada pelo incômodo com o fácil. Alguns, se revoltam com a quantidade de exigências de uma nova maneira de viver e ver o mundo. Outros, compreendem que a cada curva há possibilidades, consequências, adaptação e conhecimento. Coragem é o que a vida quer. E basta isso, para viver por si e compreender os outros. Mesmo os velhos amigos e suas novas aventuras.

Reflexão do dia 31/08/2025 - Domingo


Bruce Springsteen é conhecido por abordar grandes temas em suas composições. Sobre viver e integridade, ele diz "the past is never the past it is always present and you better reckon with in your life and in your daily experience, or will get you" que o Google traduz em "o passado nunca é passado, ele está sempre presente e é melhor você levar isso em conta na sua vida e na sua experiência diária, ou ele vai te pegar". Me lembro de ter visto ontem, uma lembrança do Facebook a respeito de eu ter postado uma chamada para um conto que nomeei de "O Chá das Consequências". Narra a história de uma mulher que optou pela carreira e deu o filho em adoção. Doze anos depois, cheia de grana, ela expõe o desejo de cuidar do garoto aos pais adotivos. É uma daquelas histórias em que será preciso uma revisão aditiva, preenchendo o arcabouço do conto de lembranças dolorosas, rancor no olhar e um caldo de passado muito emocional. Para o conto ganhar ainda mais impacto. E nessas considerações é que me volta a frase do Bruce e a capacidade que temos (alguns) em lidar com o passado. Alguns, sentem vergonha e preferem não lembrar. Outros, usam-o como justificação de sua zona de conforto atual, ainda que seja forçada e careça de sentido. Há pessoas que se sustentam pelo passado, que não acrescentam nada e ocupam espaço que poderia ser benéfico para outros, se houvesse evolução. E evoluir, no caso, resulta em abandonar esse passado "de glórias" e provar que se merece estar onde está.

Sei que quanto mais luz há na caminhada, mais atenção se recebe e é bem provável que venham esfregar o passado na sua cara, usando-o como algo que não é. Afinal, o passado de uma pessoa em evidência, em menor ou maior escala, atrai atenção, quando se julga necessário suprimir essa evidência em proveito próprio. É outra forma de dizer "inveja". Se você não tem medo do passado "te pegar", como diz o Boss, siga cantando "Glory Days".

Reflexão do dia: 30/08/2025 - Sábado


"The truth is, everyone is going to hurt you. You just got to find the ones worth suffering for." A frase é de Bob Marley e quer dizer: "A verdade é que todo mundo vai te machucar. Você só precisa encontrar aqueles pelos quais vale a pena sofrer." Nos remete a uma reflexão sobre se é realmente isso: encontrar aqueles pelos quais vale a pena sofrer. É que me peguei pensando: não procuramos isso? Você não usa e descarta as pessoas como uma muda de roupa que não serve mais. Se você age assim, é uma canalhice sem tamanho. E nesse pensamento, liguei a frase de Saint-Exupéry em "Pequeno Príncipe": "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." E depois ainda, com Richard Bach em seu "Ilusões": "Você procura problemas porque tem algo a ganhar com eles."

A vida é para o Homo sapiens, uma sucessão de problemas criados e resolvidos onde, imitando nossos neurônios, geramos ligação com nossos semelhantes. E a lição mais importante é antagônica à frase de Bob Marley, pois não se trata de sofrer e sim de viver. Isso é viver! Você só procura a solidão se precisar e entender que precisa se corrigir, para voltar a buscar as conexões, a amizade e o amor. E problemas. E cativar e se responsabilizar pelos outros. E por fim, ao pensar nos outros, caio naquela reflexão sobre entender que tudo na sua vida, vem dos outros. Voluntária ou involuntariamente, suas conexões existem. Vestem você, te alimentam, te ensinam, te pagam, te enterrarão. Mesmo você buscando selecionar (sem sucesso, viu? Pode esquecer) aqueles por quem vale a pena sofrer.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Hein, Paulo Miklos?

 Não sei quanto tempo faz que não posto nada por aqui, mas resolvi trazer reflexões, já que meus leitores são quase nulos e, portanto, talvez esse espaço sirva apenas para meu autoconhecimento. Hoje, uma dúvida ou conclusão, ou constatação me atingiu os miolos: minha necessidade mais urgente é de encontrar um ponto de apoio. Não físico, mas espiritual. Não mental, pois creio piamente que tenho um discernimento tão treinado para não esmorecer que qualquer tristeza dura pouco mais de um segundo. Não é uma insensibilidade, porém parece bastante com isso. Saio contrariado de casa pela manhã para o trabalho. Não é uma situação cotidiana: às vezes já saio cantando. Mas há coisas na vida de um casal que acontecem e toda união passa por isso mesmo. Há um acordo até tácito. E resulta em contrariedades por vezes. Mas dura pouco. Alguns passos para dizer a verdade. Em instantes a música invade meus pensamentos e/ou nela eu busco refúgio — quem canta seus males espanta, não é? — e tudo se faz claro, com rapidez.

Então hoje, me veio essa pergunta: será que não preciso mesmo de um apoio espiritual? Creio que, se não aparecer uma pessoa desconhecida de repente, me olhando firme e dizendo que vê minha aura nebulosa e meus caminhos trancados, minha vida transcorre na normalidade. Desse modo, com essa “regra” em mente, não vejo porque arranjar um apoio espiritual. Mas, há dúvida — sempre há. Nunca se está certo. Flávio Cavalcanti mentia quando dizia “absolutamente certo” — brincadeirinha, sô Flávio. Mas verdades absolutas sob a ótica da física de partículas existem para derreter diante de novos cálculos e teorias, é isso que a Science nos mostra em cada um de seus números. Não, nunca li. Só leio coisas a respeito do que lá é publicado. Mas quero traçar um comparativo com as verdades em nossas vidas em relação a sentimentos. Não se ama absolutamente. Não se odeia absolutamente. Não se crê absolutamente, e do mesmo modo, não se é ateu absolutamente. Diante de um animal enfurecido e faminto como um Urso Polar, por exemplo. Pensamos, por cultura: “E agora, meu Deus!”, não é?

Mal não pode fazer. Espera-se que não. Afinal de contas são pessoas de boa índole, preocupadas em amar ao próximo como Jesus nos amou. Mas existem improbabilidades demais e fenômenos demais. Quanta coisa carrega uma sacola monstruosa de dúvidas. Se há tanto poder e onipresença, porque não se pode ir contra o livre arbítrio, por exemplo? Temos essa prerrogativa, certo? Podemos escolher o caminho do bem ou o do mal, ok. Mas, se há poder e onipresença em Deus, por que não infringir esse “campo de força” do livre arbítrio? Dizer a cada ser humano, sem a necessidade de igreja, bíblia, condições especiais: “Cara, confie em Mim! Eu sou o Senhor, teu Deus!” Ah, mas existem os escolhidos, os santos, os pastores, os pobres de espírito, os padres e blá-blá-blá. P#$&a! És poderoso, ou um saco de batatas?

Mas como existem as tais dúvidas, eu fico naquela: será que eu preciso disso? “Será que é disso que eu necessito?” Hein, Paulo Miklos?

Nomes de Filmes

Quarta, por recomendação de minha filha, assisti 'Fences' (2016), crente que estava vendo o filme em que se baseou o primeiro trabal...