Bruce Springsteen é conhecido por abordar grandes temas em suas composições. Sobre viver e integridade, ele diz "the past is never the past it is always present and you better reckon with in your life and in your daily experience, or will get you" que o Google traduz em "o passado nunca é passado, ele está sempre presente e é melhor você levar isso em conta na sua vida e na sua experiência diária, ou ele vai te pegar". Me lembro de ter visto ontem, uma lembrança do Facebook a respeito de eu ter postado uma chamada para um conto que nomeei de "O Chá das Consequências". Narra a história de uma mulher que optou pela carreira e deu o filho em adoção. Doze anos depois, cheia de grana, ela expõe o desejo de cuidar do garoto aos pais adotivos. É uma daquelas histórias em que será preciso uma revisão aditiva, preenchendo o arcabouço do conto de lembranças dolorosas, rancor no olhar e um caldo de passado muito emocional. Para o conto ganhar ainda mais impacto. E nessas considerações é que me volta a frase do Bruce e a capacidade que temos (alguns) em lidar com o passado. Alguns, sentem vergonha e preferem não lembrar. Outros, usam-o como justificação de sua zona de conforto atual, ainda que seja forçada e careça de sentido. Há pessoas que se sustentam pelo passado, que não acrescentam nada e ocupam espaço que poderia ser benéfico para outros, se houvesse evolução. E evoluir, no caso, resulta em abandonar esse passado "de glórias" e provar que se merece estar onde está.
Sei que quanto
mais luz há na caminhada, mais atenção se recebe e é bem provável que venham
esfregar o passado na sua cara, usando-o como algo que não é. Afinal, o passado
de uma pessoa em evidência, em menor ou maior escala, atrai atenção, quando se
julga necessário suprimir essa evidência em proveito próprio. É outra forma de
dizer "inveja". Se você não tem medo do passado "te pegar",
como diz o Boss, siga cantando "Glory Days".
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