segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Reflexão do dia: 02/09/2025 - Terça-feira


Eu alimento os pássaros. Gasto uns R$ 15 ou R$ 20 no mês, comprando quirela e sonho em um dia ter a confiança deles para me aproximar e ter um deles comendo na minha mão. É sonhar demais, eu sei. O quadro que desejo pintar hoje, é que isso dependerá de muito esforço de minha parte. É da natureza deles ser ariscos e usarem sua locomoção para nos vencer. Ao mínimo sinal de perigo, batem as asas e se protegem na distância. Será do esforço de insistir, de aprender a me mover com extrema calma (e sou muito atrapalhado, creiam), de respeitar uma rotina e ser disciplinado, até quem sabe, conseguir realizar meu desejo. Fui agraciado com uma Moção de Aplausos pelos vereadores da cidade, ontem, e me deparei com um comentário sobre a dificuldade de se enfrentar um sistema que privilegia quem já é sucesso, com verbas e grande exposição. Sei que o caminho é árduo. Sei que são degraus gigantes a vencer. No entanto, uma andorinha sozinha, não faz o verão. E é por isso que nessa caminhada, eu não me vangloriei e entendi a homenagem como uma cobrança por mais. Seria algo como um "tapinha nas costas" e um "é por aí" de um professor para um aprendiz promissor. "Somos todos aprendizes, fazedores e professores", escreveu Richard Bach. E "ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você."

Fazer cultura e principalmente transmitir conhecimento é mágico. E todos somos capazes disso. Convencer pássaros que você só quer o bem deles, é bem difícil. Mas a insistência é a mãe do sucesso. Não deixe de tentar. Só você irá sentir os calos nas mãos e as bolhas nos pés. Tenha certeza, no entanto, que seu sorriso no sucesso, será pleno de felicidade. Keep working, dude! Keep working!


Reflexão do dia: 01/09/2025 - Segunda-feira


É quase automático o assunto caminhar para falas sobre a vida e como ela vai seguindo, ao encontrar velhos amigos. Você descobre que envelheceu e que certas coisas já deixaram de ser como vocês se acostumaram a ver. Surgem novidades, às vezes incômodas, que suscitam um novo ponto de vista sobre isso ou aquilo e, provavelmente, esses velhos amigos entendam com desconfiança e relutem em aceitar essa nova opinião. Eu disse a um amigo que nós, seres humanos, sempre somos uma "vírgula". Uma tomada de fôlego para dar a entonação correta numa sentença. Antes dela, da "vírgula", temos as dúvidas. Após, as consequências. No entremeio, ou no "momento da vírgula" que somos, estão as escolhas. A liberdade de não se acomodar numa posição e considerar novas maneiras de interpretação das coisas nas nossas vidas, é uma adaptação evolutiva. É o exato instante em que compreendemos que o coletivo é mais importante que o indivíduo. E, principalmente, que entender isso não revoluciona todo o entendimento de suas posições, forçando-o a recomeçar do zero, mas sim a se adequar. Tudo o que você é, cabe em uma caixa, digamos. Porém, você nunca pensou que essa caixa lhe permite espaço para moldar-se de outra forma,num outro formato de caixa, criando esses novos pontos de vista, mais éticos, mais adequados ao bem comum. É essa a virada de chave que pode chocar a compreensão dos outros. Alguns, vão lhe apoiar e demonstrar alegria nessa sua vitória. Seja por um "junte-se a nós" ou por "me ajude a também vencer". A revolução pessoal é guiada pelo incômodo com o fácil. Alguns, se revoltam com a quantidade de exigências de uma nova maneira de viver e ver o mundo. Outros, compreendem que a cada curva há possibilidades, consequências, adaptação e conhecimento. Coragem é o que a vida quer. E basta isso, para viver por si e compreender os outros. Mesmo os velhos amigos e suas novas aventuras.

Reflexão do dia 31/08/2025 - Domingo


Bruce Springsteen é conhecido por abordar grandes temas em suas composições. Sobre viver e integridade, ele diz "the past is never the past it is always present and you better reckon with in your life and in your daily experience, or will get you" que o Google traduz em "o passado nunca é passado, ele está sempre presente e é melhor você levar isso em conta na sua vida e na sua experiência diária, ou ele vai te pegar". Me lembro de ter visto ontem, uma lembrança do Facebook a respeito de eu ter postado uma chamada para um conto que nomeei de "O Chá das Consequências". Narra a história de uma mulher que optou pela carreira e deu o filho em adoção. Doze anos depois, cheia de grana, ela expõe o desejo de cuidar do garoto aos pais adotivos. É uma daquelas histórias em que será preciso uma revisão aditiva, preenchendo o arcabouço do conto de lembranças dolorosas, rancor no olhar e um caldo de passado muito emocional. Para o conto ganhar ainda mais impacto. E nessas considerações é que me volta a frase do Bruce e a capacidade que temos (alguns) em lidar com o passado. Alguns, sentem vergonha e preferem não lembrar. Outros, usam-o como justificação de sua zona de conforto atual, ainda que seja forçada e careça de sentido. Há pessoas que se sustentam pelo passado, que não acrescentam nada e ocupam espaço que poderia ser benéfico para outros, se houvesse evolução. E evoluir, no caso, resulta em abandonar esse passado "de glórias" e provar que se merece estar onde está.

Sei que quanto mais luz há na caminhada, mais atenção se recebe e é bem provável que venham esfregar o passado na sua cara, usando-o como algo que não é. Afinal, o passado de uma pessoa em evidência, em menor ou maior escala, atrai atenção, quando se julga necessário suprimir essa evidência em proveito próprio. É outra forma de dizer "inveja". Se você não tem medo do passado "te pegar", como diz o Boss, siga cantando "Glory Days".

Reflexão do dia: 30/08/2025 - Sábado


"The truth is, everyone is going to hurt you. You just got to find the ones worth suffering for." A frase é de Bob Marley e quer dizer: "A verdade é que todo mundo vai te machucar. Você só precisa encontrar aqueles pelos quais vale a pena sofrer." Nos remete a uma reflexão sobre se é realmente isso: encontrar aqueles pelos quais vale a pena sofrer. É que me peguei pensando: não procuramos isso? Você não usa e descarta as pessoas como uma muda de roupa que não serve mais. Se você age assim, é uma canalhice sem tamanho. E nesse pensamento, liguei a frase de Saint-Exupéry em "Pequeno Príncipe": "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." E depois ainda, com Richard Bach em seu "Ilusões": "Você procura problemas porque tem algo a ganhar com eles."

A vida é para o Homo sapiens, uma sucessão de problemas criados e resolvidos onde, imitando nossos neurônios, geramos ligação com nossos semelhantes. E a lição mais importante é antagônica à frase de Bob Marley, pois não se trata de sofrer e sim de viver. Isso é viver! Você só procura a solidão se precisar e entender que precisa se corrigir, para voltar a buscar as conexões, a amizade e o amor. E problemas. E cativar e se responsabilizar pelos outros. E por fim, ao pensar nos outros, caio naquela reflexão sobre entender que tudo na sua vida, vem dos outros. Voluntária ou involuntariamente, suas conexões existem. Vestem você, te alimentam, te ensinam, te pagam, te enterrarão. Mesmo você buscando selecionar (sem sucesso, viu? Pode esquecer) aqueles por quem vale a pena sofrer.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Hein, Paulo Miklos?

 Não sei quanto tempo faz que não posto nada por aqui, mas resolvi trazer reflexões, já que meus leitores são quase nulos e, portanto, talvez esse espaço sirva apenas para meu autoconhecimento. Hoje, uma dúvida ou conclusão, ou constatação me atingiu os miolos: minha necessidade mais urgente é de encontrar um ponto de apoio. Não físico, mas espiritual. Não mental, pois creio piamente que tenho um discernimento tão treinado para não esmorecer que qualquer tristeza dura pouco mais de um segundo. Não é uma insensibilidade, porém parece bastante com isso. Saio contrariado de casa pela manhã para o trabalho. Não é uma situação cotidiana: às vezes já saio cantando. Mas há coisas na vida de um casal que acontecem e toda união passa por isso mesmo. Há um acordo até tácito. E resulta em contrariedades por vezes. Mas dura pouco. Alguns passos para dizer a verdade. Em instantes a música invade meus pensamentos e/ou nela eu busco refúgio — quem canta seus males espanta, não é? — e tudo se faz claro, com rapidez.

Então hoje, me veio essa pergunta: será que não preciso mesmo de um apoio espiritual? Creio que, se não aparecer uma pessoa desconhecida de repente, me olhando firme e dizendo que vê minha aura nebulosa e meus caminhos trancados, minha vida transcorre na normalidade. Desse modo, com essa “regra” em mente, não vejo porque arranjar um apoio espiritual. Mas, há dúvida — sempre há. Nunca se está certo. Flávio Cavalcanti mentia quando dizia “absolutamente certo” — brincadeirinha, sô Flávio. Mas verdades absolutas sob a ótica da física de partículas existem para derreter diante de novos cálculos e teorias, é isso que a Science nos mostra em cada um de seus números. Não, nunca li. Só leio coisas a respeito do que lá é publicado. Mas quero traçar um comparativo com as verdades em nossas vidas em relação a sentimentos. Não se ama absolutamente. Não se odeia absolutamente. Não se crê absolutamente, e do mesmo modo, não se é ateu absolutamente. Diante de um animal enfurecido e faminto como um Urso Polar, por exemplo. Pensamos, por cultura: “E agora, meu Deus!”, não é?

Mal não pode fazer. Espera-se que não. Afinal de contas são pessoas de boa índole, preocupadas em amar ao próximo como Jesus nos amou. Mas existem improbabilidades demais e fenômenos demais. Quanta coisa carrega uma sacola monstruosa de dúvidas. Se há tanto poder e onipresença, porque não se pode ir contra o livre arbítrio, por exemplo? Temos essa prerrogativa, certo? Podemos escolher o caminho do bem ou o do mal, ok. Mas, se há poder e onipresença em Deus, por que não infringir esse “campo de força” do livre arbítrio? Dizer a cada ser humano, sem a necessidade de igreja, bíblia, condições especiais: “Cara, confie em Mim! Eu sou o Senhor, teu Deus!” Ah, mas existem os escolhidos, os santos, os pastores, os pobres de espírito, os padres e blá-blá-blá. P#$&a! És poderoso, ou um saco de batatas?

Mas como existem as tais dúvidas, eu fico naquela: será que eu preciso disso? “Será que é disso que eu necessito?” Hein, Paulo Miklos?

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

13 de Outubro - 21550 dias de vida - 59 YO

Experimente tornar-se invisível. Não é difícil. Exclua a acessibilidade aos seus dados pessoais e descubra quem realmente se importa em interagir com você. Primeiro, tenha certeza do seguinte: aqueles que se julgam mais próximos e que, por conta desse seu experimento, entendem que você exagera, ficarão ofendidos. Os que, por ocorrência fortuita, interagiram contigo a um dia ou dois, após longa ausência, pedirão desculpas para daqui a uma semana, tornarem a lhe ignorar.

É exagero meu, sem dúvidas. Mas o exagero vem com propósito: demonstrar como estamos nos tornando escravos da tecnologia. Sim, porque se a tecnologia nos orientar, nosso dia transcorre sem incidentes. Imagine — se ainda tiver acesso a sua imaginação — acordar com notificações sobre um dia especial. O dia do santo X, o mesmo da igreja do seu bairro. E, também, o dia em que se comemora um evento de escala global. E ainda, o aniversário dos únicos gêmeos que você mantém uma amizade frequente. Por último, é o dia em que você completa mais um ano sem fumar, ou outro ano de trabalho.

Ser notificado e recorrer à tecnologia para lembrar de tudo isso, é uma comodidade da vida moderna. Mas é também, uma falência. Um pecado mortal — não católico, mas evolutivo — em relação às benesses que esse nosso corpo humano nos proporciona. Não se usa mais o cérebro como se deveria. Recorremos à tecnologia como uma muleta. E quando a energia acaba, nosso cérebro se desliga.

Muito mais do que me queixar por poucos se lembrarem de um alô, no último 13 de outubro, os relatos de quem sofre com o apagão em São Paulo motivam esse texto. Por conta da tempestade e da ineficiência da concessionária de energia, sofre-se quase que mortalmente. Órfãos. Boa parte, desesperadamente perdidos. Esquecidos que, além de redes sociais, o aparelho em suas mãos é também um telefone e pode-se falar através dele, com o outro lado do mundo — se necessário for.
 

sábado, 5 de outubro de 2024

TAR DE ROCK OU MAIS TARDE

Quando tomei coragem e propus um programa de rock’n’roll ao responsável pela rádio comunitária da cidade, não imaginava quantas aventuras me esperavam. Não nego que a proposta era uma e o programa acabou por virar outra coisa, bem diferente. Como no desenvolvimento de um conto, onde se tem uma premissa na cabeça e as primeiras frases saem promissoras em direção ao primeiro esboço. Então, essa selvagem e inconsequente imaginação que temos, acaba por nos desviar e contar outra estória, bem diferente.

Algo como: “e se um bando de socialistas corruptos lançasse um movimento pelas eleições diretas em um país que vivia sob uma ditadura e logo em seguida, se dividisse em múltiplos partidos para enganar o povo e tomar o poder tal e qual uma dinastia, só trocando de fantasias para aparentar a democracia?” Acho que essa premissa já foi usada. Tentarei outro exemplo. Não. Procurem por significados e deixe-me voltar a falar de meu programa de rádio.
É muito legal interagir com a voz e colocar para fora um monte de coisas legais. Pena que são poucos os que realmente prestam atenção às palavras. Querem que seu pedido seja atendido logo. Após ouvir os primeiros acordes de sua música, já se voltam para sua vida nas telas. Durante seis sábados a partir de 13/07, dia em que no Brasil se comemora o “Dia Mundial” do Rock, e outras seis sextas-feiras, estive ali, pilotando a mesa de som e alternando entre os canais 1, 8 e 9, para levar entretenimento a alguns ouvidos.
O interessante é haver pessoas na cidade que passam por mim e já cumprimentam com um “Fala aí, du Rock!” É gradualmente, vamos crescendo e as responsabilidades vão aumentando. A primeira grande jogada, foi iniciada nesse mês de outubro, quando comecei a trabalhar para implantar um concurso de desenho para as crianças. Tudo indica que será bem legal e renderá bons frutos. Apesar de outubro ser um mês atípico nas escolas, com a semana da criança, o dia dos professores e as eleições.
Como é um projeto e planejo conseguir a atenção e o estofo pedagógico junto às escolas, pouco importa se vamos lançar o regulamento, as propagandas e as datas de inscrição e entrega dos trabalhos para já, ou para 2025. O que importa, é que começou. Como o programa TAR DE ROCK acabou virando MAIS TARDE, ganhou declamação de poesias, poemas e reflexões filosóficas em meio ao rock’n’roll e suas vertentes. E agora, ganhará convidados, ao menos uma vez por mês.
MAIS TAR DE ROCK, um programa para se ouvir ao vivo. Por enquanto. Quem sabe, mais adiante na estrada, não conseguimos monetizar apenas o suficiente para que a gravação em vídeo fique sempre disponível no Youtube ou em outro ponto de encontro. Basta começar, né?

Nomes de Filmes

Quarta, por recomendação de minha filha, assisti 'Fences' (2016), crente que estava vendo o filme em que se baseou o primeiro trabal...