Extratos críticos e reflexivos sobre um reles mortal ipauçuense admirando o mundo e as criaturas que ainda vivem nele
segunda-feira, 29 de setembro de 2025
Reflexão do dia: 30/08/2025 - Sábado
segunda-feira, 18 de novembro de 2024
Hein, Paulo Miklos?
Não sei quanto tempo faz que não posto nada por aqui, mas resolvi trazer reflexões, já que meus leitores são quase nulos e, portanto, talvez esse espaço sirva apenas para meu autoconhecimento. Hoje, uma dúvida ou conclusão, ou constatação me atingiu os miolos: minha necessidade mais urgente é de encontrar um ponto de apoio. Não físico, mas espiritual. Não mental, pois creio piamente que tenho um discernimento tão treinado para não esmorecer que qualquer tristeza dura pouco mais de um segundo. Não é uma insensibilidade, porém parece bastante com isso. Saio contrariado de casa pela manhã para o trabalho. Não é uma situação cotidiana: às vezes já saio cantando. Mas há coisas na vida de um casal que acontecem e toda união passa por isso mesmo. Há um acordo até tácito. E resulta em contrariedades por vezes. Mas dura pouco. Alguns passos para dizer a verdade. Em instantes a música invade meus pensamentos e/ou nela eu busco refúgio — quem canta seus males espanta, não é? — e tudo se faz claro, com rapidez.
Então hoje, me veio essa pergunta: será que não preciso
mesmo de um apoio espiritual? Creio que, se não aparecer uma pessoa
desconhecida de repente, me olhando firme e dizendo que vê minha aura nebulosa
e meus caminhos trancados, minha vida transcorre na normalidade. Desse modo,
com essa “regra” em mente, não vejo porque arranjar um apoio espiritual. Mas,
há dúvida — sempre há. Nunca se está certo. Flávio Cavalcanti mentia quando
dizia “absolutamente certo” — brincadeirinha, sô Flávio. Mas verdades absolutas
sob a ótica da física de partículas existem para derreter diante de novos
cálculos e teorias, é isso que a Science nos mostra em cada um de seus números.
Não, nunca li. Só leio coisas a respeito do que lá é publicado. Mas quero
traçar um comparativo com as verdades em nossas vidas em relação a sentimentos.
Não se ama absolutamente. Não se odeia absolutamente. Não se crê absolutamente, e do mesmo modo, não se é ateu absolutamente. Diante de um animal enfurecido e
faminto como um Urso Polar, por exemplo. Pensamos, por cultura: “E agora, meu Deus!”,
não é?
Mal não pode fazer. Espera-se que não. Afinal de contas são
pessoas de boa índole, preocupadas em amar ao próximo como Jesus nos amou. Mas
existem improbabilidades demais e fenômenos demais. Quanta coisa carrega uma
sacola monstruosa de dúvidas. Se há tanto poder e onipresença, porque não se
pode ir contra o livre arbítrio, por exemplo? Temos essa prerrogativa, certo?
Podemos escolher o caminho do bem ou o do mal, ok. Mas, se há poder e
onipresença em Deus, por que não infringir esse “campo de força” do livre
arbítrio? Dizer a cada ser humano, sem a necessidade de igreja, bíblia, condições
especiais: “Cara, confie em Mim! Eu sou o Senhor, teu Deus!” Ah, mas existem os
escolhidos, os santos, os pastores, os pobres de espírito, os padres e blá-blá-blá.
P#$&a! És poderoso, ou um saco de batatas?
segunda-feira, 14 de outubro de 2024
13 de Outubro - 21550 dias de vida - 59 YO
sábado, 5 de outubro de 2024
TAR DE ROCK OU MAIS TARDE
Quando tomei coragem e propus um programa de rock’n’roll ao responsável pela rádio comunitária da cidade, não imaginava quantas aventuras me esperavam. Não nego que a proposta era uma e o programa acabou por virar outra coisa, bem diferente. Como no desenvolvimento de um conto, onde se tem uma premissa na cabeça e as primeiras frases saem promissoras em direção ao primeiro esboço. Então, essa selvagem e inconsequente imaginação que temos, acaba por nos desviar e contar outra estória, bem diferente.
quinta-feira, 15 de agosto de 2024
ONDE ESTÁ A INCLUSÃO PARA A CULTURA? – TAR-DE-ROCK-005
As minorias pedem passagem e começam, com a poderosa Bandeira
da Inclusão, a se equiparar aos dominantes civilizados, corrigindo um atraso de
muitos e muitos anos na evolução. Na minha modesta opinião, uma IN-volução,
afinal de contas, a imbecilidade parece uma epidemia ainda mais devastadora do
que a de 2020. E essa mesma massa de incautos e despreparados, engendra uma
minoria ainda mais frágil e condenada a extinção, que é a minoria da CULTURA.
É certo que todos têm seu lugar ao Sol e a civilização discriminou
mulheres, negros, homossexuais de todos os tipos (todo o tal abecedário adotado
na mídia, que não cito por pura ignorância) e grupos específicos, por esse ou
aquele motivo. Todos somos seres humanos e temos deveres e direitos iguais,
afinal, já dizia Silvio Santos: “da vida não se leva nada, vamos sorrir e
cantar”. O Governo Federal e as Instituições Sociais das mais diversas áreas,
promoverem o explícito apoio às minorias, é correto. Mas a CULTURA vem sendo
solapada, vilipendiada até, para que se preserve um nicho em especial.
Na música, aonde navego com mais tranquilidade, vemos cada
vez mais o predomínio do funk carioca e do sertanejo universitário. As letras
se repetem e os acordes, notas e as batidas são sempre as mesmas. Não se vê a
exaltação da grande poesia das letras, pois a indústria musical prioriza
refrões. Quanto mais idiota, melhor.
No nosso rincão, há um investimento restrito em cultura. O
incentivo módico fica restrito à FAIPA (ainda bem que tem), a maior expressão
de diversidade musical que temos na cidade, pois o repertório é múltiplo. Mas
fica aí. Não há um local decente para as artes. Um palco multiuso, por exemplo.
O chamado “recinto”, só se presta a festa do peão, um descarado caça votos. PANIS
ET CIRCENSIS AD ETERNUM.
Não se vê um incentivo ao teatro, por exemplo, um verdadeiro
“efeito dominó” na atratividade por adquirir cultura, vez que os envolvidos na
apresentação, precisam conhecer a obra. O público, sente-se atraído — ainda que
só alguns — a ler o original. O papo das esquinas muda, as pessoas se encontram
e comentam sobre algo mais interessante do que as fofocas das celebridades e as
catástrofes dos jornais.
Não há incentivos das instituições e da administração
pública. Professores não desenvolvem uma campanha maciça sobre a mente dos
alunos para as potencialidades da leitura, do conhecimento da diversidade, não
só no gênero e na necessidade de inclusão e convivência pacífica. Mas, e
também, na diversidade de formas de arte. Se podemos ser ricos em cultura, por que
preferimos ser pobres e viver como patetas sorridentes que passam o dia
esfregando o dedo em uma tela de celular?
domingo, 4 de agosto de 2024
SAIA DA ZONA DE CONFORTO E CUIDE DA ZONA DA SUA VIDA
Dizia Schopenhauer: “Pessoas comuns
pensam em como GASTAR o seu tempo. Pessoas com talento, em como USAR.” Para o
grande bando de pessoas que vivem achando que não têm talento, não podem com
nada e vivem aguardando o tempo mudar e o milagre acontecer, TAR DE ROCK n.º 004. Mas não pense que você é o
único “desligado” do pedaço. Você, na verdade, não está ligado em coisas
certas. Por exemplo, se existiu um cara desligado como cantavam “Os Mutantes”,
esse era Raul Seixas. Não no sentido de alienação. Mas sim, alguém que percebe
a mesmice e deseja manter-se longe dela. Houve tese de doutorado na USP,
dizendo que Raulzito estava cagando e andando para os movimentos musicais e a
suposta ZEITGEIST dos anos 70. Onde tudo era motivo para contestar, ele se
dizia avesso a preconceitos explícitos, professados pelo “povo da MPB”.
Belchior, Silvio Brito e Hermes Aquino são citados nos versos da canção “EU
TAMBÉM VOU RECLAMAR”. Além disso, a música é uma antevisão do parque de
diversão dos imbecis que procriam pelo nosso mundo hoje em dia. Ao cantar que
“todo mundo explica tudo, como a luz acende, como um avião pode voar”, prega que
muita gente explica e só complica, ao usar muito o “simplifica”. Não somos
mesmo enrodilhados em um mundo de coaching que vive explicando das coisas mais
idiotas às mais simples?
O grande hino da geração de mentes
descontentes e com um desejo expresso de mudança — e que paralelamente, não
teve atitude para provocar essa mudança — veio com o grunge dos anos 90. Uma
geração toda posicionada no “centro da corda do cabo de guerra”: a expectativa
era de uma juventude passiva e ludibriável pela cultura de massa. A realidade,
do outro lado, mostrava uma “tribo” desiludida com o mundo que herdou, onde
muitas promessas foram feitas entre os 60’s e, até os 80’s e pouco foi
realizado. O pior, era a incapacidade de perceber que a mudança só ocorre de
dentro para fora. Para atingir o “nirvana” é preciso mudar a si e fazer
parte do todo, cumpadre.
Ficar preso em um remoinho de culpa
e de frustração por não alcançar as metas que a sociedade lhe impõe é seu carma.
Ao ser aconselhado por imbecis, você acaba cada vez mais enrolado. É preciso se
reerguer e seguir em frente, fazer o possível e ficar atento a vida ao seu
redor. Aprender a crescer com ela. É difícil? Claro. Mas o que seria da vida
sem as coisas que temos de enfrentar e vencer? Ainda que, para vencer, seja
preciso avançar apenas um milímetro por vez. Um lembrete: a semente floresce
mais rápido se você a plantar nas merdas que fez na vida.
A busca por esse modo de vida onde
você não se prenda a nada que tenha a intenção de lhe diminuir, é uma luta
constante. Você deve encontrar satisfação na jornada, pois esse é o sentido da
vida. Se você se propor a fazer algo, procure encontrar “algo” que lhe dê
prazer em fazer. Onde você possa descansar sua cabeça no final do dia, sabendo
que está no caminho certo. A verdadeira liberdade vem da capacidade de se
adaptar ao desconhecido.
Um dos entraves na vida da gente, é
a ansiedade. Não fique preso ao passado eternamente. Nos anos 80 que era bom,
nos anos 90 que era bom. Não. Faça o “agora” o melhor. Entender que o futuro é
solução, acaba carecendo de uma compreensão mais abrangente. Não crie
expectativas e sim esperanças. Expectativas geram frustrações. Esperanças,
nunca morrem, certo? A ideia é ser resiliente e viver o presente. Não adiar
ações e sentimentos, agindo imediatamente.
Você deve procurar a motivação em
todos os cantos da sua própria escuridão. Dizem que, se você acender um fósforo
no meio de um pasto à meia-noite, sob um céu coberto de nuvens e sem lua,
provavelmente não irá contribuir muito para encontrar o caminho de casa. Mas
por um instante, todo o tamanho da escuridão lhe será revelado. Conhecendo o
seu inimigo, tudo fica mais fácil. E você não deve deixar de crer. Venha você
de onde vier, com a inteligência que dispor, não deixe de acreditar.
Mas essa estória toda é uma confusão
enorme, né? Uma mente despreparada, que não lê, não se acultura, terá
dificuldade e sucumbe no mal dos nossos dias, a depressão e o sentimento de
impotência. Afinal, estou dizendo para você não se prender e ter esperanças, ao
mesmo tempo que trabalha para sua vitória. Utopia? Sonho? Bem, você não pode
deixar de sonhar, Cumpadre. Com perseverança tudo se alcança. Sonhar faz parte
da sua vida. É o seu propósito. Erga sua voz aos céus e lute por seus sonhos.
Lute pela sua vida. Lute por você!
PARA PLAYLIST, COPY-PASTE: https://open.spotify.com/user/31opiurnyuc76encxhrzxyd3iefq?si=9a45b066fd164fcd
quinta-feira, 1 de agosto de 2024
O CLIMÃO
Mas eis que o marido comentou, curto e grosso:
— Retire a referência a esse cara. É melhor ficar longe dele,
de hoje em diante!
A referência era a um dos instrutores do curso que aparecia
na fotografia. Você escreve o texto e coloca o sinal de arroba para marcar a
pessoa. E a irritação do marido tinha motivos políticos. A polarização e a
imbecilidade, tomam conta da cidade e não é de bom-tom, fazer essas declarações.
Ainda que sejam subjetivas.
O caso é que, pormenores precisam ser analisados. O primeiro
e mais gritante, não diz respeito ao embate político e sim, ao comportamento
misógino da maioria dos homens. Manifestar-se, ainda que focando na conquista,
na vitória do aprendizado sobre a incompetência, da inteligência sobre a
ignorância, pelo ponto de vista único e exclusivo do comportamento adquirido da
civilização patriarcal, é “pecaminoso”.
A mulher não se manifestou, sequer por um segundo,
politicamente. Comemorou, sim, sua conquista do conhecimento, da expertise. A
intenção era manifestar para suas amigas/amigos e seguidores, a conquista de
mais excelência para seu produto e mostrar que se tratava de uma
microempresária preocupada em evoluir a si e ao seu negócio. Mas o pretenso
envolvimento político do instrutor, foi julgado como desabonador pelo marido e
ponto final.
Que raiz maldita é essa que invadiu a nossa árvore e suprimiu
nossa capacidade de discernimento? Sim, pois certas “ervas” conseguem tomar
conta de um solo fértil e impedir que a grande árvore floresça e dê frutos. Há
uma infestação generalizada em nossa sociedade. Pequenas comunidades, como é o
caso, dividem-se clamorosamente, como se o mundo fosse acabar no dia da
divulgação do resultado das urnas. Os optantes derrotados, desaparecerão e a
cidade irá sobreviver apenas com o lado vencedor.
A empreendedora da vez, terá uma redução considerável no
número de seus clientes, afinal, vende apenas para o lado vencedor. Seria algo
tão idiota como “não se come mais arroz aqui em casa. O arroz é plantado,
colhido e beneficiado pelo pessoal que apoia o partido X e nós somos do partido
Y. Aqui, todo dia tem sopa de legumes.”
Uma cidade com menos de quinze mil habitantes está se
esfacelando por conta dessa disputa imbecil. Em primeiro de janeiro, pouco
importa quem ocupará a cadeira no prédio azul. Você terá de acordar e enfrentar
os seus boletos, batalhar por seus sonhos, comemorar suas vitórias, sorrir e tocar
a sua vida do mesmo jeito de sempre. Não é “A” ou “B” que irá resolver a sua
vida.
E que seja banida para sempre esse comportamento patriarcal
de orientar as mulheres sobre o voto. Já são suficientemente competentes para
saber o que fazer sozinhas.
Nomes de Filmes
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