segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Memento Mori

Há uma história que se conta sobre a Casa Paroquial que me trouxe argumentos para a reflexão que horas apresento. O Cônego Nazareno, que hoje é homenageado com uma estátua defronte a Igreja Matriz e dá nome a um bairro na cidade, tinha tamanha bondade dentro de si, que a árvore que decorava o jardim de sua casa "sentiu" sua partida e foi secando aos poucos até também partir. É inegável que existe sim uma relação entre seres humanos e vegetais cultivados com carinho e atenção. Não só os comestíveis, mas qualquer das "plantinhas do jardim". Conheci muita gente que fala com suas plantas como se falasse com animais de estimação. Porém, essa é uma relação limitada a um microcosmo, no meu entendimento. A árvore da Casa Paroquial secou por conta de sua relação com o Cônego e ponto. Alguma das plantas da minha mãe murcharam e pereceram por falta de cuidado e atenção.

Não posso, no entanto, crer que a árvore do outro lado da rua, por trás dos muros da Fundação de Amparo ao Menor de Ipaussu - FAMI, sinta minha diligência em manter-me vigilante pelo BEM.

As palavras escritas até aqui, se prestam de introdução para a real reflexão: o mundo, a MÃE NATUREZA, não está realmente preocupada com "o" ser humano. Devemos por de lado essa ideia de sermos especiais. As catástrofes naturais são a prova disso. É impossível impedi-las de ocorrer. Pode-se prevenir e só. Baratas são tão importantes para um deslizamento de falha geológica quanto nós. Alguns conseguem sobreviver a terremotos.

E porque pensei sobre isso nessa manhã de segunda-feira? Por conta de uma frase desses inúmeros filósofos do Instagram: "se hoje fosse seu último dia de vida, e você soubesse disso, o que realmente mereceria sua atenção?"

É difícil mensurar o combo de emoções e raciocínios envolvidos no "memento mori". Você pode estar extremamente saudável e feliz e de repente, algo inusitado acontece e adeus. A despreocupação é sua única arma. Pode não ser uma grande história, como a do Cônego Nazareno, contada agora por quem pouco o conheceu. Ainda assim, é algo que fica marcado na memória de alguns. Você pode não ter histórias desse porte para marcar sua passagem, mas alguns amigos e familiares irão repercutir essa sua existência, por mais insignificante que ela possa ter sido.

É um assunto de muitas linhas, sem dúvidas. Vamos continuar escrevendo, enquanto houver percepção de que não será hoje. Tomara!

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