O algoritmo segue nossas escolhas e traz, às vezes, questões interessantíssi-mas. Cássio Zanata é cronista do jornal "A Tribuna", entre outros periódicos e revistas. No Instagram o vemos em @cassio_zanata. Está publicando seu 4⁰ livro e o algoritmo me trouxe uma crônica denominada "O Triste", onde questiona se todo otimista é na verdade um triste. Logo compreende que pessoas assim teem na verdade a habilidade de se utilizar dessa tristeza como motor da imaginação. É interessante pois nunca percebi isso. Sempre entendi que sou extrovertido demais e, às vezes, até incompreendido. Por isso "busco a tristeza" (segundo consta ao colega de escrita), para criar uma maneira de agradar aqueles que pretendo atingir com meus contos e crônicas e atitudes e gentilezas. Zanata cita que "é um exorcismo" transformar a tristeza em criação.
Nunca me compreendi assim, mas revendo esses 60 anos sob essa ótica, percebo que sim, há um fundo de verdade. E disso, para quem leu-me até aqui, surge a "cereja do bolo" dessa reflexão matinal: como pode ser proveitoso ver-se por outro ponto de vista, não? Desarmar-se e aceitar um argumento que reconfigura suas verdades. Talvez ele esteja errado, claro. Mas não é a dúvida que move o mundo? Com a dúvida, você se mexe, se reprograma, dá seu jeito. A dúvida no amanhã é o seu motor no hoje.
Ainda reluto em aceitar essa história de "tristeza". Sou muito tonto para isso, 🤣 😛
Porém, começar o dia escrevendo, alimentando as caraminholas e refletindo sobre si, pode ser sim, considerado um "exorcismo". Um reencontro do verdadeiro que há sob a imagem que está no espelho. E hoje foi especial. Afinal, não é todo dia que escrevo sem medo de soar prepotente (pavor, na verdade), que chamo um grande cronista de "colega de escrita".
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