A capacidade do ser humano em aprender coisas novas é
surpreendente. A negação desse “poder” que nos acomete “no final do segundo
tempo”, é cruel. Modificações em uma rotina são sempre analisadas como um
aborrecimento desnecessário. No entanto, é preciso preservar essa ânsia por
aprender coisas novas, manter a mente em movimento.
A pandemia despertou talentos até então em letargia.
Caminhávamos para uma mesmice horrorosa. Eis que a necessidade de ficar sozinho
consigo, abalou todas as estruturas. Me derreti por uma paixão antiga e
observei minha mente adequar-se aos novos tempos, às regras e convenções, à
modernidade. Redescobri os livros e a escrita, coloquei-me à prova e no passar
desses quatro anos, desenvolvi meu aprendizado como escritor. Hoje, posso dizer
que estou preparado para uma primeira experiência verdadeira de escrita, uma
grande estória, revisões e mais revisões, a busca por uma editora, revisões e
adequações, escolhas e marketing.
Claro que há etapas complicadas: o reconhecimento está sendo
costurado com lentidão e cuidado. Há ainda, pessoas que se interessam mais pelo
meu cachorro (sem nem desejar “bom dia” de volta, pois eu sempre cumprimento). A
grande massa de ignorantes que relegam toda a sua existência ao mundo visual
das telas (Aldous Huxley que o diga!). E preguiçosos por natureza que descartam
o supremo poder que a natureza lhes concede de poder se comunicar com palavras,
através da leitura e da escrita. Esse é o público a ser convencido e o trabalho
é árduo.
Mas independentemente de qualquer fator externo, o que
importa mesmo é o que vai na sua mente. E lá vamos nós para apreender mais e
mais conhecimento. Não ocupa espaço mesmo, não é? Neil deGrasse Tyson alertou
para um fato que sempre me atiçou a curiosidade: para que serve uma equação de
segundo grau. Diz ele que “a nossa capacidade de resolver problemas no dia a dia,
está intrinsecamente ligada ao fato de termos nos esforçado na escola a
resolver fórmulas e equações”, ou seja, não utilizaremos para muito, se
optarmos por uma carreira diferente das ciências onde haja essa necessidade.
Mas as sinapses desenvolvidas para a resolução, nos proporcionam hoje,
enfrentar os problemas do cotidiano com mais tranquilidade.
Outra coisa que me atiçou a curiosidade, foram os estudos a
respeito da capacidade de utilização do vocabulário pelas novas gerações. As
provas da imbecilização estão cada vez mais evidentes e submeter-se a
aprendizado acaba se tornando vantajoso no mundo de hoje. Na minha época, eram
os “canudos”. Hoje, um diploma não é garantia de inteligência funcional,
infelizmente.

Um texto muito interessante. Parabéns. Gostei mesmo muito.
ResponderExcluirMuitíssimo grato caríssima! Estou aprendendo a "cronicar"
ExcluirEste comentário foi removido por um administrador do blog.
ResponderExcluir