quarta-feira, 12 de junho de 2024

MENTE EM MOVIMENTO

A capacidade do ser humano em aprender coisas novas é surpreendente. A negação desse “poder” que nos acomete “no final do segundo tempo”, é cruel. Modificações em uma rotina são sempre analisadas como um aborrecimento desnecessário. No entanto, é preciso preservar essa ânsia por aprender coisas novas, manter a mente em movimento.

A pandemia despertou talentos até então em letargia. Caminhávamos para uma mesmice horrorosa. Eis que a necessidade de ficar sozinho consigo, abalou todas as estruturas. Me derreti por uma paixão antiga e observei minha mente adequar-se aos novos tempos, às regras e convenções, à modernidade. Redescobri os livros e a escrita, coloquei-me à prova e no passar desses quatro anos, desenvolvi meu aprendizado como escritor. Hoje, posso dizer que estou preparado para uma primeira experiência verdadeira de escrita, uma grande estória, revisões e mais revisões, a busca por uma editora, revisões e adequações, escolhas e marketing.

Claro que há etapas complicadas: o reconhecimento está sendo costurado com lentidão e cuidado. Há ainda, pessoas que se interessam mais pelo meu cachorro (sem nem desejar “bom dia” de volta, pois eu sempre cumprimento). A grande massa de ignorantes que relegam toda a sua existência ao mundo visual das telas (Aldous Huxley que o diga!). E preguiçosos por natureza que descartam o supremo poder que a natureza lhes concede de poder se comunicar com palavras, através da leitura e da escrita. Esse é o público a ser convencido e o trabalho é árduo.

Mas independentemente de qualquer fator externo, o que importa mesmo é o que vai na sua mente. E lá vamos nós para apreender mais e mais conhecimento. Não ocupa espaço mesmo, não é? Neil deGrasse Tyson alertou para um fato que sempre me atiçou a curiosidade: para que serve uma equação de segundo grau. Diz ele que “a nossa capacidade de resolver problemas no dia a dia, está intrinsecamente ligada ao fato de termos nos esforçado na escola a resolver fórmulas e equações”, ou seja, não utilizaremos para muito, se optarmos por uma carreira diferente das ciências onde haja essa necessidade. Mas as sinapses desenvolvidas para a resolução, nos proporcionam hoje, enfrentar os problemas do cotidiano com mais tranquilidade.

Outra coisa que me atiçou a curiosidade, foram os estudos a respeito da capacidade de utilização do vocabulário pelas novas gerações. As provas da imbecilização estão cada vez mais evidentes e submeter-se a aprendizado acaba se tornando vantajoso no mundo de hoje. Na minha época, eram os “canudos”. Hoje, um diploma não é garantia de inteligência funcional, infelizmente.

Por isso, independente da “ranzinice” de se opor às mudanças na rotina, aprender continua sendo maravilhoso.

3 comentários:

  1. Um texto muito interessante. Parabéns. Gostei mesmo muito.

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    1. Muitíssimo grato caríssima! Estou aprendendo a "cronicar"

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  2. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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