Albert Camus (o sorridente aí ao lado), em seu “Resistência, Rebelião, e Morte”, proclama:
“A tarefa dos homens ... não é desertar as lutas históricas nem servir aos
elementos cruéis e desumanos dessas lutas. É antes permanecer o que são, ajudar
o homem contra o que o oprime, favorecer a liberdade contra as fatalidades que
se fecham sobre ela ... A grandeza do homem ... reside em sua decisão de ser
maior que sua condição. E se sua condição é injusta, ele só tem uma maneira de
superá-la, que é SER JUSTO COM ELE MESMO.”
Equivale a dizer que com sujeito humano, você deve
debruçar-se sobre a pia do banheiro, jogar a água no rosto, e logo após
esfregar a toalha e olhar seus olhos frescos de um novo dia, encarar a sua
realidade. Não a máscara que você veste para as pessoas ao seu redor, mas o seu
EU. Agenor de Miranda, dizia que “O banheiro é a Igreja de todos os bêbados”,
no que estava certo. Foi uma analogia ao fato de entregar-se derrotado,
ajoelhando para rezar junto com o famoso Hugo. Mas é ali, na absoluta solidão
que você vislumbra a sua alma.
O quanto de liberdade há nessa sua vida? Não se fie a pensar
em política e em revanchismo. É extremamente imbecil arrastar toda a reflexão
para o confronto esquerda x direita. O quanto você tem se esforçado para
superar a injustiça da sua condição. Há o componente religioso sim: “amar ao
próximo como a ti mesmo” é uma superação. Pois essa ação, desencadeia uma “bola
de neve” que vai crescendo com ações positivas.
Sorrir, ser gentil, ter otimismo inabalável. Positivismo,
enfim. Tudo está entremeado nas cordas onde as Nornas traçam nosso destino
desde Yggdrasil. A liberdade deve ser a maciez das fibras dessas cordas. E para
mantê-las macias, devemos transbordar essa vontade de “viver” rodeado de
felicidade, positivismo. “Ah, mas liberdade também significa mandar tudo à
merda!” Claro! E o “banquete de consequências”? Pois ao livrar-se das
responsabilidades (que seria o “mandar tudo à merda”), adiamos o inexorável:
uma hora a conta chega.
Manter-se ciente da coletividade, do positivismo, do fazer o
BEM, deve ser o Norte para a liberdade tão almejada. Ao menos, é essa minha
opinião. Não que minha vida seja uma maravilha por professar e (tentar) viver
sobre essa regra a cada minuto do dia. Mas confesso que é bem mais prazerosa
assim. Como disse Buda: “não acredite em mim, experimente e veja você mesmo se
funciona!”

Muito bom mesmo!
ResponderExcluirMuitíssimo grato pelo comentário.
ExcluirBrilhante como tudo que você escreve e de uma maneira que eu gosto. Já disse, já repeti e vou fazê-lo de novo: Quando eu crescer quero escrever assim.
ResponderExcluirMuitíssimo grato, caríssimo, pelo comentário e por vir e ler, como o prometido. Venha mais vezes!
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