Um bem-te-vi canta em meio a copa de uma árvore na Praça da Matriz e um chilreio de suas crias responde. Pássaros ensinam pelo exemplo. Pais conscientes também. Entender e adotar esse princípio é, no meu entendimento, a base de uma sociedade mais feliz. Essa semana escrevi tanto a respeito de atitudes em relação a fazer o BEM como em perseguir o mundo atrás de exemplos bons.
Somos movidos a isso, de certa maneira, a copiar os exemplos que o mundo nos fornece. Falei em outra postagem a respeito do Funk Brasilis e sobre os exemplos que estão repassando a grande manada de imbecis que povoa esse planeta. Corrijo-me, aliás. Grandes estrelas da música americana usam os mesmíssimos termos em suas canções e, por consequência, repassam péssimos exemplos.
Os ídolos de hoje ensinam pouquíssima coisa aproveitável. João Bosco, em uma entrevista para a Rádio Eldorado falando a respeito de “O Bêbado e o Equilibrista”, citou que os filmes de Chaplin sempre terminavam com Carlitos — seu imortal personagem — caminhando em direção a um nascer do sol, com um sorriso no rosto. Um “subtexto”, indicando que amanhã é um novo dia e apesar das desventuras que passamos, podemos recomeçar a batalha para conquistar um momento de felicidade lá adiante.
E chego ao final de semana pensando em política. Qual o exemplo do atual “status quo”? Se você visualizar uma postagem de alguma figura dessas, em destaque na mídia, verá o seguinte: idosos precisando de atendimento em um posto de saúde em péssimas condições de conservação. “Ah, mas no governo de fulano era assim, por que hoje é assado?” Qual o exemplo nisso? Nenhum!
Uma pessoa que dá exemplos bons, influencia as pessoas que convivem com ela. É, com toda a pompa que a alcunha apregoa, um “influenciador/influenciadora”. Os citados do parágrafo acima, adotam a mesma alcunha, mas não correspondem em relação aos bons exemplos, pois se limitam a disputar a atenção.
Este é o mecanismo da imbecilidade: enquanto os “influencers” disputam sua atenção, seu problema, seus anseios, seus sonhos, são protelados. Você vive de acordo com imagens de pessoas vazias e sem função. E isso, é a real tristeza.

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