Exceto se algo formidável ocorra em Ipaussu, é extremamente difícil você encontrar uma estrela do Cinema Hollywoodiano passeando pelas calçadas da cidade. Porém, ainda que exista essa possibilidade, o astro ou atriz, não será tão cortês e distribuirá tantos “Bom Dia”, como Vladimir Ferrari. Nascido em 1965 aqui mesmo, filho de José e Odemia Ferrari, irmão de Gilberto Ferrari (esse, sim, um astro na cidade), é escritor e iniciou sua carreira enveredando pelo caminho dos contistas. Influenciado diretamente pelo (seu) Professor Jayme Ferreira, entendeu-se ainda adolescente como apreciador da ideia de combinar palavras em frases e textos, principalmente para contar histórias. Porém, as necessidades comuns a todos os jovens de sua idade e a carência de possibilidades na realização de sonhos no interior, o levou ao caminho natural de morar e “se fazer” em São Paulo, capital. Passou quase 34 anos em um escritório de construção civil, trabalhando na indústria mais irrequieta da Pauliceia Desvairada. Apreendeu muito da cidade, das pessoas e das experiências por lá e quando retornou à terrinha para recomeçar a vida, foi surpreendido — como todo o planeta — pela pandemia. Com tempo, resolveu desenterrar o velho prazer da escrita e num passe de mágica, teve o primeiro conto selecionado em uma antologia da Ases da Literatura, de Portugal. Outras antologias vieram, o conhecimento do mercado, das técnicas do conto moderno, contribuindo para o prazer de escrever histórias. Enveredou pelo universo das DIME NOVELS. Estórias de tiro curto em revistas com papel barato, vendidas a preços módicos. Fizera muito sucesso na Era Vitoriana na Inglaterra, quando o índice de alfabetização girava nos 99,9% da população. Escreveu três: “O Pesadelo de Snowy Mountain”, “O Segredo do Campanário” (terror) e “O Caso Walt Willians” — um conto policial. Mas, não se basta nesses gêneros, claro. Escreve e publica seus contos de humor, suspense, romance, aventura e drama nos portais TREMA, SCRIV e RECANTO DAS LETRAS (os links podem ser encontrados em https://linktr.ee/Vlaferrari). Busca padrinhos e madrinhas para bancar as ilustrações em uma noveleta, onde a mistura de elementos de ficção cotidiana será o fio condutor de uma trama surpreendente, recheada de influências da cultura dos anos 80 e 90. E continua distribuindo seus “Bom Dia” nos intervalos.
Extratos críticos e reflexivos sobre um reles mortal ipauçuense admirando o mundo e as criaturas que ainda vivem nele
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