segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Hein, Paulo Miklos?

 Não sei quanto tempo faz que não posto nada por aqui, mas resolvi trazer reflexões, já que meus leitores são quase nulos e, portanto, talvez esse espaço sirva apenas para meu autoconhecimento. Hoje, uma dúvida ou conclusão, ou constatação me atingiu os miolos: minha necessidade mais urgente é de encontrar um ponto de apoio. Não físico, mas espiritual. Não mental, pois creio piamente que tenho um discernimento tão treinado para não esmorecer que qualquer tristeza dura pouco mais de um segundo. Não é uma insensibilidade, porém parece bastante com isso. Saio contrariado de casa pela manhã para o trabalho. Não é uma situação cotidiana: às vezes já saio cantando. Mas há coisas na vida de um casal que acontecem e toda união passa por isso mesmo. Há um acordo até tácito. E resulta em contrariedades por vezes. Mas dura pouco. Alguns passos para dizer a verdade. Em instantes a música invade meus pensamentos e/ou nela eu busco refúgio — quem canta seus males espanta, não é? — e tudo se faz claro, com rapidez.

Então hoje, me veio essa pergunta: será que não preciso mesmo de um apoio espiritual? Creio que, se não aparecer uma pessoa desconhecida de repente, me olhando firme e dizendo que vê minha aura nebulosa e meus caminhos trancados, minha vida transcorre na normalidade. Desse modo, com essa “regra” em mente, não vejo porque arranjar um apoio espiritual. Mas, há dúvida — sempre há. Nunca se está certo. Flávio Cavalcanti mentia quando dizia “absolutamente certo” — brincadeirinha, sô Flávio. Mas verdades absolutas sob a ótica da física de partículas existem para derreter diante de novos cálculos e teorias, é isso que a Science nos mostra em cada um de seus números. Não, nunca li. Só leio coisas a respeito do que lá é publicado. Mas quero traçar um comparativo com as verdades em nossas vidas em relação a sentimentos. Não se ama absolutamente. Não se odeia absolutamente. Não se crê absolutamente, e do mesmo modo, não se é ateu absolutamente. Diante de um animal enfurecido e faminto como um Urso Polar, por exemplo. Pensamos, por cultura: “E agora, meu Deus!”, não é?

Mal não pode fazer. Espera-se que não. Afinal de contas são pessoas de boa índole, preocupadas em amar ao próximo como Jesus nos amou. Mas existem improbabilidades demais e fenômenos demais. Quanta coisa carrega uma sacola monstruosa de dúvidas. Se há tanto poder e onipresença, porque não se pode ir contra o livre arbítrio, por exemplo? Temos essa prerrogativa, certo? Podemos escolher o caminho do bem ou o do mal, ok. Mas, se há poder e onipresença em Deus, por que não infringir esse “campo de força” do livre arbítrio? Dizer a cada ser humano, sem a necessidade de igreja, bíblia, condições especiais: “Cara, confie em Mim! Eu sou o Senhor, teu Deus!” Ah, mas existem os escolhidos, os santos, os pastores, os pobres de espírito, os padres e blá-blá-blá. P#$&a! És poderoso, ou um saco de batatas?

Mas como existem as tais dúvidas, eu fico naquela: será que eu preciso disso? “Será que é disso que eu necessito?” Hein, Paulo Miklos?

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