segunda-feira, 14 de outubro de 2024

13 de Outubro - 21550 dias de vida - 59 YO

Experimente tornar-se invisível. Não é difícil. Exclua a acessibilidade aos seus dados pessoais e descubra quem realmente se importa em interagir com você. Primeiro, tenha certeza do seguinte: aqueles que se julgam mais próximos e que, por conta desse seu experimento, entendem que você exagera, ficarão ofendidos. Os que, por ocorrência fortuita, interagiram contigo a um dia ou dois, após longa ausência, pedirão desculpas para daqui a uma semana, tornarem a lhe ignorar.

É exagero meu, sem dúvidas. Mas o exagero vem com propósito: demonstrar como estamos nos tornando escravos da tecnologia. Sim, porque se a tecnologia nos orientar, nosso dia transcorre sem incidentes. Imagine — se ainda tiver acesso a sua imaginação — acordar com notificações sobre um dia especial. O dia do santo X, o mesmo da igreja do seu bairro. E, também, o dia em que se comemora um evento de escala global. E ainda, o aniversário dos únicos gêmeos que você mantém uma amizade frequente. Por último, é o dia em que você completa mais um ano sem fumar, ou outro ano de trabalho.

Ser notificado e recorrer à tecnologia para lembrar de tudo isso, é uma comodidade da vida moderna. Mas é também, uma falência. Um pecado mortal — não católico, mas evolutivo — em relação às benesses que esse nosso corpo humano nos proporciona. Não se usa mais o cérebro como se deveria. Recorremos à tecnologia como uma muleta. E quando a energia acaba, nosso cérebro se desliga.

Muito mais do que me queixar por poucos se lembrarem de um alô, no último 13 de outubro, os relatos de quem sofre com o apagão em São Paulo motivam esse texto. Por conta da tempestade e da ineficiência da concessionária de energia, sofre-se quase que mortalmente. Órfãos. Boa parte, desesperadamente perdidos. Esquecidos que, além de redes sociais, o aparelho em suas mãos é também um telefone e pode-se falar através dele, com o outro lado do mundo — se necessário for.
 

sábado, 5 de outubro de 2024

TAR DE ROCK OU MAIS TARDE

Quando tomei coragem e propus um programa de rock’n’roll ao responsável pela rádio comunitária da cidade, não imaginava quantas aventuras me esperavam. Não nego que a proposta era uma e o programa acabou por virar outra coisa, bem diferente. Como no desenvolvimento de um conto, onde se tem uma premissa na cabeça e as primeiras frases saem promissoras em direção ao primeiro esboço. Então, essa selvagem e inconsequente imaginação que temos, acaba por nos desviar e contar outra estória, bem diferente.

Algo como: “e se um bando de socialistas corruptos lançasse um movimento pelas eleições diretas em um país que vivia sob uma ditadura e logo em seguida, se dividisse em múltiplos partidos para enganar o povo e tomar o poder tal e qual uma dinastia, só trocando de fantasias para aparentar a democracia?” Acho que essa premissa já foi usada. Tentarei outro exemplo. Não. Procurem por significados e deixe-me voltar a falar de meu programa de rádio.
É muito legal interagir com a voz e colocar para fora um monte de coisas legais. Pena que são poucos os que realmente prestam atenção às palavras. Querem que seu pedido seja atendido logo. Após ouvir os primeiros acordes de sua música, já se voltam para sua vida nas telas. Durante seis sábados a partir de 13/07, dia em que no Brasil se comemora o “Dia Mundial” do Rock, e outras seis sextas-feiras, estive ali, pilotando a mesa de som e alternando entre os canais 1, 8 e 9, para levar entretenimento a alguns ouvidos.
O interessante é haver pessoas na cidade que passam por mim e já cumprimentam com um “Fala aí, du Rock!” É gradualmente, vamos crescendo e as responsabilidades vão aumentando. A primeira grande jogada, foi iniciada nesse mês de outubro, quando comecei a trabalhar para implantar um concurso de desenho para as crianças. Tudo indica que será bem legal e renderá bons frutos. Apesar de outubro ser um mês atípico nas escolas, com a semana da criança, o dia dos professores e as eleições.
Como é um projeto e planejo conseguir a atenção e o estofo pedagógico junto às escolas, pouco importa se vamos lançar o regulamento, as propagandas e as datas de inscrição e entrega dos trabalhos para já, ou para 2025. O que importa, é que começou. Como o programa TAR DE ROCK acabou virando MAIS TARDE, ganhou declamação de poesias, poemas e reflexões filosóficas em meio ao rock’n’roll e suas vertentes. E agora, ganhará convidados, ao menos uma vez por mês.
MAIS TAR DE ROCK, um programa para se ouvir ao vivo. Por enquanto. Quem sabe, mais adiante na estrada, não conseguimos monetizar apenas o suficiente para que a gravação em vídeo fique sempre disponível no Youtube ou em outro ponto de encontro. Basta começar, né?

Nomes de Filmes

Quarta, por recomendação de minha filha, assisti 'Fences' (2016), crente que estava vendo o filme em que se baseou o primeiro trabal...