quinta-feira, 15 de agosto de 2024

ONDE ESTÁ A INCLUSÃO PARA A CULTURA? – TAR-DE-ROCK-005

As minorias pedem passagem e começam, com a poderosa Bandeira da Inclusão, a se equiparar aos dominantes civilizados, corrigindo um atraso de muitos e muitos anos na evolução. Na minha modesta opinião, uma IN-volução, afinal de contas, a imbecilidade parece uma epidemia ainda mais devastadora do que a de 2020. E essa mesma massa de incautos e despreparados, engendra uma minoria ainda mais frágil e condenada a extinção, que é a minoria da CULTURA.

É certo que todos têm seu lugar ao Sol e a civilização discriminou mulheres, negros, homossexuais de todos os tipos (todo o tal abecedário adotado na mídia, que não cito por pura ignorância) e grupos específicos, por esse ou aquele motivo. Todos somos seres humanos e temos deveres e direitos iguais, afinal, já dizia Silvio Santos: “da vida não se leva nada, vamos sorrir e cantar”. O Governo Federal e as Instituições Sociais das mais diversas áreas, promoverem o explícito apoio às minorias, é correto. Mas a CULTURA vem sendo solapada, vilipendiada até, para que se preserve um nicho em especial.

Na música, aonde navego com mais tranquilidade, vemos cada vez mais o predomínio do funk carioca e do sertanejo universitário. As letras se repetem e os acordes, notas e as batidas são sempre as mesmas. Não se vê a exaltação da grande poesia das letras, pois a indústria musical prioriza refrões. Quanto mais idiota, melhor.

No nosso rincão, há um investimento restrito em cultura. O incentivo módico fica restrito à FAIPA (ainda bem que tem), a maior expressão de diversidade musical que temos na cidade, pois o repertório é múltiplo. Mas fica aí. Não há um local decente para as artes. Um palco multiuso, por exemplo. O chamado “recinto”, só se presta a festa do peão, um descarado caça votos. PANIS ET CIRCENSIS AD ETERNUM.

Não se vê um incentivo ao teatro, por exemplo, um verdadeiro “efeito dominó” na atratividade por adquirir cultura, vez que os envolvidos na apresentação, precisam conhecer a obra. O público, sente-se atraído — ainda que só alguns — a ler o original. O papo das esquinas muda, as pessoas se encontram e comentam sobre algo mais interessante do que as fofocas das celebridades e as catástrofes dos jornais.

Não há incentivos das instituições e da administração pública. Professores não desenvolvem uma campanha maciça sobre a mente dos alunos para as potencialidades da leitura, do conhecimento da diversidade, não só no gênero e na necessidade de inclusão e convivência pacífica. Mas, e também, na diversidade de formas de arte. Se podemos ser ricos em cultura, por que preferimos ser pobres e viver como patetas sorridentes que passam o dia esfregando o dedo em uma tela de celular?

 

domingo, 4 de agosto de 2024

SAIA DA ZONA DE CONFORTO E CUIDE DA ZONA DA SUA VIDA


Nada como pensar a respeito das coisas que acontecem contigo e descobrir que há ainda muita brasa sob as cinzas da decepção. Permanecer tentando divulgar cultura é a meta. Se há alguém com inveja, sinto muito. Os golpes dessa vez, foram doloridos. Estou como um boxeador que sofreu um knock-down. Triste e decepcionado, pensando seriamente em parar. Mas como diz a canção do Led Zeppelin: um novo dia nascerá para aqueles que permanecerem esperando — STAND! Não é Mamma Abagail. O texto do programa de 03/08, que foi sumariamente eliminado pelo Facebook, e desrespeitaram (no meu entender) as licenças “free” das trilhas de NATIONAL SWEETHEART da biblioteca de áudio do Youtube Studio. Adoraria ganhar alguns milhões em um processo judicial, mas não posso competir contra Warner, Apple, Paramount e sei lá que outra detentora de direitos autorais de música, existente nesse mundo. Se, como disse Ivan Lins, apenas 0,02% vão para os artistas, imagine o bolo de grana que vai para a mão dos “atravessadores”. Tentei fazer o certo, agora, vou jogar com as armas que a tecnologia me disponibiliza. Segue parte do texto do programa, que girou sobre a necessidade de lutar contra o sistema, tomar o leme da sua vida e desbravar os mares.

 

Dizia Schopenhauer: “Pessoas comuns pensam em como GASTAR o seu tempo. Pessoas com talento, em como USAR.” Para o grande bando de pessoas que vivem achando que não têm talento, não podem com nada e vivem aguardando o tempo mudar e o milagre acontecer, TAR  DE ROCK n.º 004. Mas não pense que você é o único “desligado” do pedaço. Você, na verdade, não está ligado em coisas certas. Por exemplo, se existiu um cara desligado como cantavam “Os Mutantes”, esse era Raul Seixas. Não no sentido de alienação. Mas sim, alguém que percebe a mesmice e deseja manter-se longe dela. Houve tese de doutorado na USP, dizendo que Raulzito estava cagando e andando para os movimentos musicais e a suposta ZEITGEIST dos anos 70. Onde tudo era motivo para contestar, ele se dizia avesso a preconceitos explícitos, professados pelo “povo da MPB”. Belchior, Silvio Brito e Hermes Aquino são citados nos versos da canção “EU TAMBÉM VOU RECLAMAR”. Além disso, a música é uma antevisão do parque de diversão dos imbecis que procriam pelo nosso mundo hoje em dia. Ao cantar que “todo mundo explica tudo, como a luz acende, como um avião pode voar”, prega que muita gente explica e só complica, ao usar muito o “simplifica”. Não somos mesmo enrodilhados em um mundo de coaching que vive explicando das coisas mais idiotas às mais simples?

O grande hino da geração de mentes descontentes e com um desejo expresso de mudança — e que paralelamente, não teve atitude para provocar essa mudança — veio com o grunge dos anos 90. Uma geração toda posicionada no “centro da corda do cabo de guerra”: a expectativa era de uma juventude passiva e ludibriável pela cultura de massa. A realidade, do outro lado, mostrava uma “tribo” desiludida com o mundo que herdou, onde muitas promessas foram feitas entre os 60’s e, até os 80’s e pouco foi realizado. O pior, era a incapacidade de perceber que a mudança só ocorre de dentro para fora. Para atingir o “nirvana” é preciso mudar a si e fazer parte do todo, cumpadre.

Ficar preso em um remoinho de culpa e de frustração por não alcançar as metas que a sociedade lhe impõe é seu carma. Ao ser aconselhado por imbecis, você acaba cada vez mais enrolado. É preciso se reerguer e seguir em frente, fazer o possível e ficar atento a vida ao seu redor. Aprender a crescer com ela. É difícil? Claro. Mas o que seria da vida sem as coisas que temos de enfrentar e vencer? Ainda que, para vencer, seja preciso avançar apenas um milímetro por vez. Um lembrete: a semente floresce mais rápido se você a plantar nas merdas que fez na vida.

A busca por esse modo de vida onde você não se prenda a nada que tenha a intenção de lhe diminuir, é uma luta constante. Você deve encontrar satisfação na jornada, pois esse é o sentido da vida. Se você se propor a fazer algo, procure encontrar “algo” que lhe dê prazer em fazer. Onde você possa descansar sua cabeça no final do dia, sabendo que está no caminho certo. A verdadeira liberdade vem da capacidade de se adaptar ao desconhecido.

Um dos entraves na vida da gente, é a ansiedade. Não fique preso ao passado eternamente. Nos anos 80 que era bom, nos anos 90 que era bom. Não. Faça o “agora” o melhor. Entender que o futuro é solução, acaba carecendo de uma compreensão mais abrangente. Não crie expectativas e sim esperanças. Expectativas geram frustrações. Esperanças, nunca morrem, certo? A ideia é ser resiliente e viver o presente. Não adiar ações e sentimentos, agindo imediatamente.

Você deve procurar a motivação em todos os cantos da sua própria escuridão. Dizem que, se você acender um fósforo no meio de um pasto à meia-noite, sob um céu coberto de nuvens e sem lua, provavelmente não irá contribuir muito para encontrar o caminho de casa. Mas por um instante, todo o tamanho da escuridão lhe será revelado. Conhecendo o seu inimigo, tudo fica mais fácil. E você não deve deixar de crer. Venha você de onde vier, com a inteligência que dispor, não deixe de acreditar.

Mas essa estória toda é uma confusão enorme, né? Uma mente despreparada, que não lê, não se acultura, terá dificuldade e sucumbe no mal dos nossos dias, a depressão e o sentimento de impotência. Afinal, estou dizendo para você não se prender e ter esperanças, ao mesmo tempo que trabalha para sua vitória. Utopia? Sonho? Bem, você não pode deixar de sonhar, Cumpadre. Com perseverança tudo se alcança. Sonhar faz parte da sua vida. É o seu propósito. Erga sua voz aos céus e lute por seus sonhos. Lute pela sua vida. Lute por você!

PARA PLAYLIST, COPY-PASTE: https://open.spotify.com/user/31opiurnyuc76encxhrzxyd3iefq?si=9a45b066fd164fcd

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

O CLIMÃO


 A postagem comemorava um evento proveitoso de aprendizado, junto às amigas e um passo importante na carreira de empreendedorismo. As finanças em casa estavam no limite e se aproximava o tempo daquelas despesas inevitáveis, como exames periódicos e as despesas de formatura da filha mais velha.

Mas eis que o marido comentou, curto e grosso:

— Retire a referência a esse cara. É melhor ficar longe dele, de hoje em diante!

A referência era a um dos instrutores do curso que aparecia na fotografia. Você escreve o texto e coloca o sinal de arroba para marcar a pessoa. E a irritação do marido tinha motivos políticos. A polarização e a imbecilidade, tomam conta da cidade e não é de bom-tom, fazer essas declarações. Ainda que sejam subjetivas.

O caso é que, pormenores precisam ser analisados. O primeiro e mais gritante, não diz respeito ao embate político e sim, ao comportamento misógino da maioria dos homens. Manifestar-se, ainda que focando na conquista, na vitória do aprendizado sobre a incompetência, da inteligência sobre a ignorância, pelo ponto de vista único e exclusivo do comportamento adquirido da civilização patriarcal, é “pecaminoso”.

A mulher não se manifestou, sequer por um segundo, politicamente. Comemorou, sim, sua conquista do conhecimento, da expertise. A intenção era manifestar para suas amigas/amigos e seguidores, a conquista de mais excelência para seu produto e mostrar que se tratava de uma microempresária preocupada em evoluir a si e ao seu negócio. Mas o pretenso envolvimento político do instrutor, foi julgado como desabonador pelo marido e ponto final.

Que raiz maldita é essa que invadiu a nossa árvore e suprimiu nossa capacidade de discernimento? Sim, pois certas “ervas” conseguem tomar conta de um solo fértil e impedir que a grande árvore floresça e dê frutos. Há uma infestação generalizada em nossa sociedade. Pequenas comunidades, como é o caso, dividem-se clamorosamente, como se o mundo fosse acabar no dia da divulgação do resultado das urnas. Os optantes derrotados, desaparecerão e a cidade irá sobreviver apenas com o lado vencedor.

A empreendedora da vez, terá uma redução considerável no número de seus clientes, afinal, vende apenas para o lado vencedor. Seria algo tão idiota como “não se come mais arroz aqui em casa. O arroz é plantado, colhido e beneficiado pelo pessoal que apoia o partido X e nós somos do partido Y. Aqui, todo dia tem sopa de legumes.”

Uma cidade com menos de quinze mil habitantes está se esfacelando por conta dessa disputa imbecil. Em primeiro de janeiro, pouco importa quem ocupará a cadeira no prédio azul. Você terá de acordar e enfrentar os seus boletos, batalhar por seus sonhos, comemorar suas vitórias, sorrir e tocar a sua vida do mesmo jeito de sempre. Não é “A” ou “B” que irá resolver a sua vida.

E que seja banida para sempre esse comportamento patriarcal de orientar as mulheres sobre o voto. Já são suficientemente competentes para saber o que fazer sozinhas.

Nomes de Filmes

Quarta, por recomendação de minha filha, assisti 'Fences' (2016), crente que estava vendo o filme em que se baseou o primeiro trabal...