Extratos críticos e reflexivos sobre um reles mortal ipauçuense admirando o mundo e as criaturas que ainda vivem nele
segunda-feira, 29 de setembro de 2025
Reflexão do dia: 09/09/2025 - Terça-feira
Reflexão do dia: 08/09/2025 - Segunda-feira
Essa sexta-feira, me deparei com uma pomba empoleirada ali, entre as folhas, acomodada num ninho de galhos secos. E começamos uma relação de respeito. Abro a porta para sair com calma e buscando a menor alteração possível do refúgio que ela encontrou. Retirar a bicicleta ainda é extremamente temeroso para ela e sempre acaba voando para os fios de energia, diante da casa. Tão logo eu me afasto, no entanto, ela retorna para cuidar da cria. Julguei ter visto 2 ovinhos, mas usei a câmera do celular e fotografei um solitário "frito de uma paixão" ali "encaixado".
"Há um bicho gigante e perigoso que sempre passa por aqui. Fugir é melhor", é o que raciocina o pequeno cérebro. Ainda que o medo natural prevaleça, há uma confiança em manter-se chocando sua cria, no lugar que escolheu. Do meu lado, não sinto necessidade de impedir. A planta não reclama e não está sendo prejudicada. Eu? Bem, tenho que cuidar da limpeza e da rega com muito mais cuidado, mas nada que altere tanto meu dia a dia. E por isso, reflita no seguinte:
Quantas coisas tomam nosso tempo e nossa paz e, se formos pensar a respeito delas, vemos que o prejuízo é nosso e não adianta o esforço em dar atenção demasiada a elas, não é? Vejam o público mais em evidência nas redes, os fãs de políticos, que se esgoelam defendendo e atacando. O esforço enorme em divulgar falcatruas e compartilhar ataques ou defender seus ídolos, para quê? De que me adiantaria me zangar com uma coisa tão bela, que independe da minha vontade? E se eu dirigisse meus esforços para uma atitude que não depende daquilo que toma meu tempo à toa? Se eu usasse meus esforços para falar da parte boa da vida, e das coisas belas que a natureza produz?
É certo que não haveria espaço para as coisas ruins se proliferarem diante de nossos olhos, não? Experimente clicar em "não tenho interesse", quando o algoritmo lhe perguntar sobre esses ídolos de areia que você cultua. O vento irá desmanchar esses "castelos" e a natureza continuará seguindo seu curso. Os pássaros cuidando de seus ovos e as plantas crescendo no jardim, para nossa alegria.
Reflexão do dia: 07/09/2025 - Domingo
A arte de não ceder a raiva passa por um processo químico-físico (para mim ao menos) surpreendente. A adrenalina despejada em meu sangue demora a se dissipar. O cérebro sucumbe como uma presa do abraço de uma sucuri, afogando toda uma enciclopédia de impropérios e lembranças. Após o "dez", as consequências físicas se acumulam e o conflito entre a explosão muscular e a serenidade cozinha as fibras e entorpece os membros como se uma queda ou um choque tivesse percorrido dos ombros às pontas dos dedos, do quadril até a planta dos pés.
Porém, após esse momentâneo distúrbio, a mente questiona primeiro as escolhas que levaram "o oponente" à geração dessa reação. O julgamento predispõe a culpa e a avaliação demora a encontrar o fio de raciocínio que leva de volta à razão. Culpamos sempre o outro e é difícil avaliar se isso é mesmo o correto. Em tempos atuais, isso é mais difícil ainda. As pessoas estão acomodadas em sua visão pessoal dos fatos e pouco se questionam. O brasileiro, então, é o mais idiota dos acomodados. Se posiciona como plateia e deixa o circo pegar fogo mesmo, esquecendo que nesse picadeiro, se o mastro central ceder, a lona envolve essa mesma plateia. Nesse caso, no entanto, não é ficar ou não com raiva, mas sim reagir coerentemente. Julgar sempre será mais fácil, quando se põe no topo da montanha, a observar "arvorado" de sua própria verdade. Mas, e se ...
Permanecerei tentando evitar, contando até onze ou doze e procurando (ainda que isso leve tempo) analisar a situação por todos os lados. Um, dois, três, quatro ...
Ilustração by Revista Conexão Literatura (no Facebook)
Reflexão do dia: 06/09/2025 - Sábado
Virou quase um "lugar-comum" os influenciadores, coachs e espertalhões que monetizam likes, usar a expressão "zona de conforto". A reflexão que trago hoje, é sobre a liberdade e seu tamanho. A sugestiva imagem de um aquário é um complemento perfeito. Ali está nadando despreocupadamente, nosso amigo Clodivaldo, o peixinho. Ali ele tem abrigo, ele tem comida e sua beleza é apreciada. Casa, comida e trabalho. Há estresse quando é preciso trocar a água, mas ainda assim, com o tempo Clodivaldo se acostumou a isso também. Não há outro peixe para dividir espaço, seus limites são respeitados. Porém, são limites!
Há uma frase sobre isso: "a sua liberdade se estende até o momento da liberdade de outra pessoa" (ou algo assim). Há um limite. Se Clodivaldo percebesse que seu aquário está sobre um banco de madeira e, esse banco está na beira de um rio, "sair da zona de conforto" é atirar-se para fora d'água, no vazio, na incerteza de atingir o rio além. "Para quê?", diriam alguns. Pela liberdade de tentar. Eu poderia me acomodar como escritor. Dedicar-me de verdade a um romance, pesquisas e etc. No entanto, me envolvi com música, com teatro, com o mundo cruel dos patrocínios em uma cidade pequena e retrógrada, que não compra ideias, pois essas ideias ferem a zona de conforto, o aquário em que sobrevivem. Sei que é complicado decidir entre um prato de comida ou pagar a conta de energia, mas as empresas que detém o poder econômico deveriam investir em Cultura da mesma maneira que deixei a zona de conforto para me aventurar no mar das incertezas. "E se não der certo?" Não se pode prever o futuro quando se dispõe a tentar algo novo. Venha ver o Sol!!
Reflexão do dia: 05/09/2025 - Sexta-feira
Reflexão do dia: 04/09/2025 - Quinta-feira
Você está no sopé da montanha, tem um belo sorriso no rosto e decide que não irá ficar ali, esperando o Sol estar muito alto no céu para despejar seus raios sobre você. Lembre-se: pode ser tarde demais. Então, respire fundo e vai. Vai com medo mesmo! A vida é isso, um arriscar-se. Quando você insiste em não se agarrar e se proteger nas margens, evitando a correnteza, ela lhe elevará. Pedras rolantes não criam limo, and it’s only rock’’roll, but I like it! Promover cultura e disseminar conhecimentos é escalar uma montanha aparentemente intransponível de preconceitos, má vontade, interesses escusos e torcida contra (pelo bem-estar individual e pela preservação da zona de conforto). Ninguém garantiu que ia ser fácil, é verdade. No entanto, a definição de fácil pode não ser a mesma que você compreende, né? Stand!
Reflexão do dia: 03/09/2025 - Quarta-feira
A manipulação é provavelmente a ação mais abjeta de um ser humano em relação a outro. E é nesse quesito, que fundamento minha ojeriza pelos políticos. São manipuladores natos. Pessoas de boa índole, de educação, de leitura e visão, veem-se conduzidos para uma área de dúvidas que pode enlouquecer qualquer um. Não têm limites. Usam até mesmo obviedades de forma a desacreditar nossas convicções mais básicas. Fomos manipulados a crer que testar as crianças em provas de conhecimento, estabelecendo metas anuais de progresso, era errado. Não porque são mentes em desenvolvimento e merecem uma progressão suave em seu amadurecimento, e sim por conta da quantidade de mentes que estacionavam, absortos em distrações que relevam o ensino básico a um segundo plano. Atacamos o efeito e não a causa. Hoje, a geração de idiotas é ainda mais manipulável, ainda mais "gado". Políticos, em geral, inventam narrativas e conduzem a opinião pública ao seu bel-prazer. E para isso, usufruem de todos os meios disponíveis de comunicação, tornando a busca por coerência, uma luta árdua para aqueles que ainda detém a capacidade de interpretar o texto. Por isso, as convicções mais básicas são abaladas nas poucas mentes pensantes da população.
Comentar sobre
isso, qualquer com um domínio satisfatório de vocabulário e escrita poderá
fazer. Como estou fazendo aqui. O difícil é encontrar soluções para reverter
isso. O conselho insistente, deve ser, antes de tudo, solidário: faça o bem,
sorria sempre, objetive o melhor para todos. Só se inclue o "leia
muito", ao final do conselho principal. "Isso é manipulação também,
não?" Sim, é! Para vencer o mal, é necessário usar das mesmas armas, sem, no entanto, fazer o mesmo.
Como disse
Salvador Allende: "O mundo estaria a salvo se os homens de bem tivessem a
mesma ousadia dos canalhas!" É preciso usar as armas que a turba
compreende e assimila com mais facilidade. Se se impregnar toda a mídia com
textos, vídeos e influências que promovam o bem comum, não sobrará espaço para
os políticos se transformarem em líderes. Um líder caminha no final da matilha.
Salva os seus e se imola para preservar a maioria. Não o contrário. Pense! Seu
cérebro está aí para isso, afinal de contas.
Nomes de Filmes
Quarta, por recomendação de minha filha, assisti 'Fences' (2016), crente que estava vendo o filme em que se baseou o primeiro trabal...
-
Três frases me moveram até o papel hoje: "Apenas em águas tranquilas, as imagens se refletem sem distorção", é a primeira. A tranq...
-
Pensava sobre a posse ontem, após assistir um filme que entendi pela sinopse ser um terror, mas não passava de um suspense com ação e final ...
-
Atualmente, onde a mídia manda. Somos literalmente, teleguiados. Conduzidos a pensar conforme a maioria. Pois, tenho uma grande notícia: tod...